Ferrari deixa festa para trás e lastima por GP da Toscana: “Estamos muito decepcionados”

Com Charles Leclerc em oitavo e Sebastian Vettel apenas em décimo na corrida 1.000 da Ferrari na Fórmula 1 neste domingo, Mattia Binotto deixou os festejos pela marca histórica no passado para tentar focar em dias melhores em um futuro que não parece muito distante

Os festejos pela milésima corrida da Ferrari no Mundial de Fórmula 1 ficaram todos para antes da largada do GP da Toscana deste domingo (13). Com a chance de comemorar uma marca histórica em uma pista da qual é dona, Mugello, a escuderia italiana escreveu mais uma dolorosa página de um calvário sem fim. Charles Leclerc, é verdade, andou as primeiras voltas da prova desta tarde até em terceiro lugar, mas depois foi presa fácil para os competidores que vinham atrás. O monegasco não conseguiu mais que o oitavo lugar. Sebastian Vettel, por sua vez, foi apenas o décimo dentre 12 carros que terminaram a caótica disputa no traçado próximo a Florença.

Para Mattia Binotto, chefe da Ferrari, só resta à Ferrari festejar o marco histórico. Por que, dentro da pista, não há nada a comemorar.

“Leclerc diz que precisamos fazer algo e ele está certo. Não estamos felizes com as corridas, estamos todos muito decepcionados. Claro que não tivemos ritmo de corrida hoje. Charles fez uma boa volta na classificação ontem, mas depois de algumas voltas perdemos o ritmo. Falta um passo, e o resultado disso é consequência”, afirmou o dirigente ítalo-suíço em entrevista à emissora italiana Sky Sports.

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Mattia Binotto neste fim de semana de festa e de lamentos para a Ferrari (Foto: Scuderia Ferrari)


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Questionado sobre o motivo para tamanha falta de performance seja em circuitos de alta velocidade, como Monza e Spa, ou em um traçado mais seletivo, como Mugello, Binotto ficou sem respostas.

“Não temos explicações técnicas no momento. Temos uma deterioração evidente dos pneus, acho que está na dificuldade desse projeto do qual não é assim tão óbvio sair. Fazer poucos desenvolvimentos não melhora o cenário. É uma situação mais profunda de onde precisamos sair dela pelo menos até o fim da temporada e fazer progressos”, salientou.

A expectativa é que a escuderia de Maranello desenvolva atualizações para o GP da Rússia, que vai ser disputado dentro de duas semanas. Mas o chefe da equipe mais longeva do grid é claro ao afirmar que nenhuma peça nova vai mudar drasticamente a performance da SF1000.

“Vamos ter algumas novidades a partir da próxima corrida, mas não vão ser coisas que vão fazer a diferença. Quando alguém tem um problema como o nosso carro, leva mais tempo para dar aquele passo atrás, o que é necessário para se reposicionar e, depois, dar alguns passos em frente”, disse.

“Estamos trabalhando duro em casa e no túnel de vento para corrigir os erros básicos desse carro também para o ano que vem. Podemos até ver alguns apêndices na próxima corrida, mas não podemos contar com isso com expectativas de redenção”, assegurou Binotto, pessimista.

Ao ser perguntado sobre a razão pela qual a Ferrari não consegue acompanhar o ritmo de melhora das equipes oponentes na esteira de atualizações trazidas, o chefe lembrou que o problema do carro vai além. “Acho que a situação dos adversários é diferente da nossa. Eles trouxeram pequenos desenvolvimentos, como fazemos no começo da temporada e faremos novamente. Mas, repito, o nosso problema é mais de base e, por isso, precisamos de mais tempo”.

Binotto, por fim, ressaltou o trabalho feito por Leclerc no sábado. Sobre Vettel, nenhuma palavra, mas lembrou que os pilotos, como um todo, não têm culpa de fase tão tenebrosa. “Certamente, o ponto positivo foi a volta do Charles na classificação. Hoje, eles deram o seu melhor, mas se viram em dificuldades sobre as quais falei. Eles também fazem parte a equipe. Temos de sair de tudo isso juntos”, clamou.

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