Ferrari enfatiza “total confiança” em Binotto e vê “copo mais que meio cheio”

Louis Camilleri, CEO da Ferrari, ressaltou o trabalho feito por Mattia Binotto ao longo da sua primeira temporada como chefe da equipe italiana na F1, lembrou que “erros podem acontecer” e minimizou o 2019 de poucos êxitos no Mundial: “Queremos vencer, mas não entramos em pânico”

Louis Camilleri fechou sua primeira temporada completa à frente da Ferrari. Nomeado como CEO da marca italiana depois da morte de Sergio Marchionne, ocorrida em julho do ano passado, o empresário de origem egípcia fez uma análise do que foi 2019 para a escuderia de Maranello na F1 sob o comando de Mattia Binotto. No tradicional jantar de Natal oferecido pela Ferrari a cerca de 20 jornalistas especializados na última quinta-feira (12), o executivo deixou claro que confia no trabalho realizado pelo ítalo-suíço, que foi promovido de chefe de motores a chefe de equipe depois da saída de Maurizio Arrivabene. 

 
A Ferrari despontou como grande força nos testes de pré-temporada, mas foi derrotada por uma acachapante Mercedes — que marcou cinco dobradinhas nas cinco primeiras corridas da temporada — e, apesar de ter marcado nove poles (sete com Charles Leclerc e duas com Sebastian Vettel), o ano foi de apenas três vitórias, porém marcado por erros de estratégia e problemas na gestão do relacionamento entre seus pilotos.
 
Do ponto de vista empresarial, Camilleri analisou 2019 como um ano muito positivo para a montadora. “As coisas na Ferrari estão indo bem. Anunciamos um ano relativamente recorde em termos de faturamento e lucro. Isso é importante porque são as máquinas que geram lucro para pagar a equipe de Mattia. Sério, a empresa está indo muito bem, e isso é sublinhado pelo preço das ações. Agora, vamos para a F1”, disse o executivo em entrevista veiculada pela versão italiana do site ‘Motorsport.com’.
Mattia Binotto está prestigiado pela Ferrari após a temporada 2019 (Foto: Ferrari)
Sobre o trabalho de Binotto, Camilleri reservou palavras muito elogiosas. “Quero enfatizar a fabulosa organização liderada por Mattia. Tenho total confiança nas suas qualidades de liderança. Ele é capaz, e devo dizer que gosto muito de trabalhar com ele”.
 
“Ele tem um talento incrível. No entanto, estamos em uma nova organização, não tanto no sentido de idade, mas de novos papéis e tarefas. Erros podem acontecer quando você faz um novo trabalho, já que você começa a escalar uma montanha”, salientou.
 
“A temporada acabou, houve alguns [erros], mas aí você pode ver o copo meio cheio ou meio vazio. Na minha opinião, está muito mais que meio cheio, porque acredito que a temporada evoluiu, e os meses mostraram isso. Mattia e sua equipe se concentraram nos problemas que tivemos e, lentamente, os resolveram. A diferença que tínhamos melhorou visivelmente e, depois do verão, ficou claro que fomos muito melhores”, ressaltou Camilleri a respeito do melhor momento da Ferrari no ano, com três vitórias consecutivas — GPs da Bélgica e da Itália com Leclerc e de Singapura com Vettel.
 
Por fim, o CEO da Ferrari enfatizou o trabalho que vem sendo feito nos bastidores para melhorar a estrutura. Sobre a F1 como um todo, Camilleri disse que o trabalho é de longo prazo e, portanto, não há pressa para voltar aos tempos de glória no esporte.
 
“Como empresa, estamos prontos para investir na F1. Acredito que, no passado, não investimos o suficiente em termos de infraestrutura, mas se você fizer um passeio por aqui hoje, vai ver vários guindastes onde estamos construindo o novo simulador. Então, com uma visão de longo prazo, somos apaixonados e queremos vencer, mas não entramos em pânico”, concluiu.

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