Ferrari segue McLaren e confirma assinatura do novo Pacto da Concórdia

Reforçando o peso histórico que possui na Fórmula 1, a Ferrari confirmou presença na categoria pelos próximos anos e assinou o Pacto da Concórdia, que possui validade até 2025. A escuderia italiana é a única que está no campeonato desde 1950

A Ferrari tornou-se a segunda equipe do grid da Fórmula 1 a assinar o Pacto da Concórdia, acordo que entra em vigor em 2021 e é válido até 2025. O famoso documento entre os times do grid e o campeonato rege não só os acordos comerciais, como também o comprometimento das marcas com o Mundial.

A escuderia italiana seguiu os passos da McLaren, que anunciou a assinatura do acordo na manhã desta terça-feira (18). Louis Camilleri, CEO da Ferrari, comentou sobre a decisão.

“Estamos satisfeitos por assinar novamente o que é conhecido como Pacto da Concórdia, que regulamentará a Fórmula 1 pelos próximos cinco anos. É um importante passo para assegurar estabilidade e crescimento do esporte. Nós estamos muito confiantes que a colaboração com FIA e Liberty Media pode tornar a Fórmula 1 ainda mais atraente e espetacular, e ao mesmo tempo preserva seu status de desafio tecnológico final”, afirmou o dirigente em comunicado divulgado no site da Ferrari.

“O automobilismo está no DNA da Ferrari e não é coincidência que a Scuderia é a única equipe que participou de todas as edições do Mundial, tornando-se integrante essencial do seu sucesso, hoje, no passado, e acima de tudo, no futuro”, seguiu Camilleri.

Tradicional equipe do grid, a Ferrari mantém laços estreitos com a Fórmula 1 por mais cinco anos (Foto: Ferrari)

Jean Todt, ex-chefe de equipe da Ferrari e atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo, também opinou sobre a assinatura da Ferrari.

“Estamos satisfeitos que a Ferrari seja signatária do novo Pacto da Concórdia, o acordo de três vias que garante um futuro estável para o Mundial de Fórmula 1. Este é o ápice do automobilismo e é natural que a equipe de maior sucesso de todos os tempos nesta categoria, da qual sempre foi protagonista, continue a ser por muitos anos”, declarou.

Chase Carey, CEO da Fórmula 1, afirmou estar feliz com a decisão porque “Ferrari e Fórmula 1 andam de mãos dadas desde 1950” e a equipe “faz parte do DNA deste esporte”. O dirigente ainda disse que conseguiu “valorizar o papel construtivo da Ferrari” no novo acordo.

Assim que o Pacto da Concórdia for assinado por todas as partes envolvidas, o novo regulamento entrará em vigor, simplificando as decisões, pois com a unanimidade das equipes não vai haver a necessidade de mudanças nas regras. A expectativa é que todas os times assinem o acordo ainda nesta semana, garantindo assim um bônus financeiro para os próximos anos.

O atual acordo, assinado em 2013 e que tem duração até 31 de dezembro de 2020, é responsável por determinar o tamanho da fatia do bolo, ou seja, regular a distribuição de receita para a FIA e as equipes do grid, além de regular também quanto cada time recebe de premiação ou tem de pegar de inscrição a cada início de temporada.

O Pacto da Concórdia também determina quesitos amplos, como regras sobre os direitos de transmissão da categoria, ou aspectos mais específicos e que evoluem com os anos, como taxas pagas pelos promotores para realizar uma etapa do Mundial e veiculação de imagens de um fim de semana de corrida.

A Ferrari esteve em todas as temporadas da F1 e que é a maior vencedora da história em números de títulos de Pilotos (15) e de Construtores (16). A equipe, que atravessa uma crise em 2020, viveu seu período mais vitorioso na época em que tinha Michael Schumacher como piloto, entre os anos de 1996 e 2006.

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