Ferrari sente efeito econômico da pandemia, mas vê impacto “restrito a este ano”

Diretor-executivo da Ferrari, Louis Camilleri avaliou que o impacto financeiro provocado pela pandemia do novo coronavírus vai refletir mais severamente nos resultados da Fórmula 1

A Ferrari acredita que o impacto financeiro da pandemia do novo coronavírus terá duração limitada. O escuderia de Maranello espera um efeito mais severo nas receitas da Fórmula 1, já que a suspensão as corridas afetou o repasse vindo de patrocinadores e também uma queda no prêmio em dinheiro.
 
Até aqui, dez corridas já foram impactadas pela pandemia, mas a F1 espera conseguir realizar 18 corridas em 2020, mas com uma queda importante nas taxas cobradas, o que vai afetar o montante repassado às equipes. 
 
Diretor-executivo da Ferrari, Louis Camilleri admitiu a investidores que a F1 é a atividade que vai impactar os resultados financeiros “da maneira mais severa”, embora também seja a “mais difícil de prever”.
Cúpula da Ferrari formada por Piero Ferrari, Mattia Binotto e Louis Camilleri (Foto: Ferrari)
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“Embora os resultados da Fórmula 1 em receitas e ganhas não sejam fáceis de digerir, a boa notícia é que essa perda significativa deve durar pouco e ficar restrita a 2020”, disse Camilleri. “Nosso pensamento atual em termos de receitas, embora seja algo imprevisível, é que em 2021 elas devem voltar em termos de corridas, que é uma grande parte disso, e, obviamente, também em termos de patrocínios”, seguiu.
 
“Nós sabemos que o Grupo Fórmula 1 trabalhou bastante no sentido de atrair novos patrocinadores. Obviamente, a situação atrasou certas coisas, mas espero que em 2021 isso volte. Neste estágio, nós realmente não prevemos uma redução contínua nas receitas dos detentores dos direitos comerciais em termos de Fórmula 1 para o próximo ano”, indicou. 
 
Para reduzir os cursos, a F1 adiou a adoção do regulamento previsto para 2021, além de também mexer com o teto orçamentário.
 
Na visão de Camilleri, isso representa um “progresso substancial” no corte de custos, ainda que não compense plenamente o impacto deste ano.
 
“Não há como compensar as reduções de receita. Embora tenhamos reduzido os custos na F1, não há como compensar o impacto na renda com os pagamentos de patrocinadores e, especialmente, na receita que é gerada pelo detentor dos direitos comerciais”, ponderou. “O impacto nas receitas vai essencialmente ao limite, com algumas compensações menores. Mas é um grande impacto e, como eu disse, a boa notícia é que esperamos que isso esteja restrito a este ano”, completou.
 

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