FIA aceita inscrição, e norte-americana Haas torna-se 12ª equipe da F1 a partir da temporada 2015

O processo seletivo aberto pela FIA no fim do ano passado premiou a operação de Gene Haas e traz de volta à F1 uma equipe americana desde o fim da década de 70

O sonho de a F1 ter uma equipe americana – sólida – começou oficialmente nesta sexta-feira (11). Gene Haas confirmou antes da FIA sua entrada na categoria, tornando-se a 12ª escuderia a partir da temporada do ano que vem.
 
No fim do ano passado, a entidade voltou a fazer um processo para abertura de vagas para inflar o grid da F1, que voltou a ter 11 equipes com o terrível passamento da HRT. Aliás, a desistência da equipe que nasceu como Campos e logo virou Hispania provou que a seleção feita em 2010 teve lá seus erros. À época, a FIA também havia escolhido a USF1, que não honrou os compromissos financeiros e mal chegou a ir além na formação do time. Caterham e Marussia — então Lotus e Manor/Virgin — vieram nesta leva.
 
Desta vez, a FIA foi muito criteriosa e detalhista para verificar a base financeira das inscritas. Gene Haas, americano que tem parceria com Tony Stewart na Nascar, é podre de rico. Tem sua base estadunidense na Califórnia e três outras bases — em Bruxelas, Xangai e Mumbai. A Haas passa a ser a primeira equipe de seu país desde a Penske, que esteve na F1 entre 1974 e 1977.
Gene Haas (à esquerda) vai aparecer na F1 a partir de 2015 (Foto: Getty Images)

Nesta quinta-feira, Bernie Ecclestone já dava indícios de que viria a confirmação em breve. À 'Forbes', o dirigente falou que a "Haas foi aceita". "A FIA a aceitou com certeza. Eles vão falar isso amanhã", revelou o manda-chuva.

"É claro que estamos extreamente satisfeitos por termos sido agraciados com a licença da F1 pela FIA. É um momento empolgante para mim, para a Haas Automation e para aqueles que queriam ver uma equipe americana voltando à F1", celebrou Haas. "Agora, o trabalho duro realmente começa. É um desafio que abraçamos, já que trabalhamos para colocar os carros no grid."

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A federação não mencionou se vai permitir a entrada de uma 13ª equipe. Sabe-se que uma inscrição da Romênia também foi feita neste processo, com apoio do governo local e da montadora Dacia, subsidiária da Renault. O GRANDE PRÊMIO soube que havia uma terceira escuderia a concorrer, a Stefan, aquela do sérvio Zoran Stefanovic, mas tempo depois foi retirada sua inscrição.

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