FIA ajusta regra e aumenta capital extra para melhorar infraestrutura de times menores

A FIA reajustou os limites para o investimento de capital para despesas, aumentando em mais de R$ 103 milhões a verba das equipes menores até o final do próximo ano

A Williams conseguiu uma vitória importante em sua saga para modernizar as instalações da fábrica em Grove. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reajustou os limites para o investimento de capital para despesas, aumentando em mais de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões, na cotação atual) a verba das equipes menores até o final do próximo ano.

A notícia foi publicada nesta sexta-feira (6) pelo site da revista alemã Auto Motor und Sport. Os apêndices 1 e 3 do Regulamento Financeiro foram reescritos, e, agora, o reajuste será de acordo com a posição no Mundial nos últimos três anos, com as equipes que fecharam o campeonato nas últimas colocações podendo investir mais dinheiro que as ponteiras para melhorar a própria infraestrutura.

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Os valores do capital de despesas serão de acordo com a posição do campeonato (Foto: Red Bull Content Pool)

Antes da mudança, as equipes eram obrigadas a usar o dinheiro do teto orçamentário, atualmente fixado em US$ 135 milhões (R$ 696 milhões), para investimentos nas fábricas. Contudo, o regulamento ainda liberava uma sobretaxa de US$ 36 milhões (R$ 185 milhões) que podia ser usada ao longo de quatro anos — prazo este que se encerra ao final do ano que vem — para o chamado capex, sigla em inglês para despesa de capital, que é o dinheiro que uma empresa dispõe para ser aplicado em infraestrutura.

Até dezembro de 2023, a taxa fixa aumentará para US$ 45 milhões (R$ 232 milhoes), sendo que, a partir de 2024, novos limites serão aplicados aos investimentos de capital de acordo com as posições alcançadas pelos times nas últimas temporadas. Williams, Haas, Alfa Romeo-Sauber e AlphaTauri poderão investir até US$ 65 milhões (R$ 335 milhões) até o final de 2024. Isso significa que caso alguma já tenha gastado os US$ 45 milhões de capital de despesas, por exemplo, ainda terá mais de US$ 20 milhões para serem usados até o término do prazo original estipulado pelo regulamento.

McLaren, Alpine e Aston Martin surgem na sequência, com o capital de despesa aumentando de US$ 45 milhões para US$ 58 milhões (R$ 300 milhões). Já as três principais equipes do grid atual, Red Bull, Ferrari e Mercedes, terão um limite de até US$ 51 milhões (R$ 263 milhões) para serem usados em suas respectivas instalações até o final do ano que vem.

A decisão é uma conquista importante principalmente para a Williams, que vem lutando há tempos para conseguir uma flexibilização no teto de gastos que permitisse tal trabalho em Grove sem ferir as regras. O chefe do time inglês, James Vowles, chegou a declarar que a fábrica havia parado no tempo, com instalações e softwares ao menos 20 anos atrasados em relação às rivais.

A Comissão de F1 chegou a se reunir para discutir o assunto, mas não houve acordo na ocasião porque as demais equipes também alegaram que gostariam de ter à disposição uma quantia maior para investir em suas respectivas sedes.

Em 2025, o período de investimento será adiado em um ano, com todas as despesas incorridas em 2021 sendo canceladas. A publicação alemã explicou que o limite do capital será o mesmo, embora o documento oficial informe valores menores, em US$ 56, US$ 49 e US$ 42 milhões para cada grupo. Todas as somas serão reajustadas de acordo com a taxa de inflação.

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