FIA descarta incluir licença parental e custos com estafe em teto de gastos da F1 em 2026

Em processo de discutir mudanças no teto de gastos de 2026, que terá novos itens incluídos e um aumento do limite, a FIA não vai incluir alguns custos com os funcionários, como licenças parentais e momentos de entretenimentos

Depois de algumas declarações de chefes de equipe da Fórmula 1 sobre as mudanças do teto orçamentário para a temporada de 2026, a FIA decidiu que itens como licença parental (materna ou paterna) e itens de entretenimento dedicadas aos funcionários, como celebrações e outras distrações, não serão incluídas na revisão do formato. Essa era uma cobrança latente da categoria, que vai passar por algumas alterações no quesito nos próximos anos.

O teto orçamentário atual da F1 está em US$ 135 milhões, e o plano é aumentar o limite para US$ 220 milhões em 2026 ao incluir uma quantidade maior de itens. A intenção é, além de acomodar o crescimento do calendário, tornar o regulamento mais simples e com parâmetros mais definidos. Federico Lodi, diretor do regulamento financeiro de monopostos da FIA, explicou a situação.

“Durante conversas com as equipes, foram consideradas uma gama de itens excluídos, como licença maternidade ou paternidade e elementos de entretenimento [dos estafes], para serem incluídos no perímetro do teto orçamentário”, explicou Lodi ao portal inglês Autosport. “Mas, durante a última reunião da Comissão da F1, houve um acordo unânime de que esses custos devem ficar de fora”, garantiu.

A cobrança em relação aos gastos com o estafe não é um assunto novo. Christian Horner, chefe da Red Bull, chegou a fazer uma comparação entre realizar uma celebração de Natal junto aos funcionários e produzir uma nova asa dianteira. Segundo o britânico, caso esses itens de entretenimento fossem incluídos no regulamento da FIA, o staff seria o mais prejudicado com as mudanças, já que as equipes teriam de escolher entre os dois.

Horner já havia se manifestado sobre as mudanças no regulamento (Foto: AFP)

“Acho que é uma questão de equilibrar as coisas”, disse Horner. “Acho que aprendemos muito com o teto de gastos, e o mais importante para 2026 é que os funcionários não suportem a carga dessas mudanças. Por exemplo, fazemos uma festa de Natal ou focamos no carro? Se isso fosse incluído no teto, cada diretor-técnico iria querer uma asa dianteira, e não uma festa”, analisou.

“É sobre encontrar esse equilíbrio. Não estou dizendo que nosso diretor-técnico não gosta de festas de Natal, mas ele gosta de asas dianteiras. Então, precisamos achar esse ponto em comum que faça com que os funcionários não sejam os prejudicados por isso”, afirmou.

Chefe da Sauber, Alessandro Alunni Bravi trouxe um ponto de vista diferente e destacou o aumento do custo de vida na Suíça, sede da equipe. Segundo ele, a esperança é de que as novas regras não façam com que algumas equipes saiam atrás de outras.

Alunni Bravi também comentou sobre as mudanças no teto de gastos da FIA (Foto: Sauber)

“Acho que, para times como nós, será importante introduzir um elemento que possa equalizar diferenças em termos de custo de vida, eu diria. Acho que todas as equipes deveriam estar no mesmo nível, ao menos no ponto de partida. Assim, a diferença será a habilidade das pessoas e a qualidade do trabalho, e não outros fatores que podem afetar esse ponto de partida negativamente”, finalizou Bravi.

Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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