F1

FIA rejeita protesto da Haas, valida status de construtora da Force India e mantém premiação da F1

A Haas questionou se a nova gestão da Force India tem direito à premiação da Fórmula 1 por usar carro desenvolvido pela antiga, defendendo que trata-se de uma escuderia 100% nova. A FIA discordou dos americanos e rejeitou o protesto
Warm Up / Redação GP, de Berlim
 Sergio Pérez (Foto: Racing Point Force India)

A Haas voltou a sair derrotada em um julgamento da Fórmula 1. A equipe americana, que questionou o status de construtora da Force India de olho em premiação maior referente ao Mundial de Construtores, ouviu que o protesto não vai ser levado adiante pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
 
A Haas argumenta que a Racing Point Force India, nova gestão que surgiu após a falência da equipe de Vijay Mallya em agosto, não é uma construtora de fato. Afinal, o carro utilizado pela gestão atual foi construído pela anterior, no começo do ano. A resposta da FIA foi de que a equipe antiga já não pode mais ser considerada construtora do carro atual pelo simples fato de não existir mais. O regulamento da F1 não diz que uma equipe não pode competir com peças originalmente confeccionadas por outra que não compete mais – tal limitação existe apenas no caso de uma escuderia existente usar o carro de outra existente.
 
A exclusão da Force India por não ser considerada construtora teria consequências financeiras para a F1. A equipe rosácea não teria direito à premiação referente ao Mundial de Construtores – atualmente a sétima posição –, dinheiro esse que seria tomado pela FIA e redistribuído igualmente entre as outras nove.
Esteban Ocon (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Exista ainda um segundo interesse financeiro da Haas ao protestar contra a Force India. A equipe americana recebeu menor premiação em 2016 e 2017 por ser nova na Fórmula 1. Por acreditar que a Force India atual também é equipe nova, a Haas quer reembolso pelas temporadas anteriores. Não colou: a FIA definiu que os casos são distintos.
 
A Haas tem o direito de recorrer da decisão. Não se sabe ainda, todavia, se de fato tomará tal caminho.
 
Essa é a segunda vez em 2018 que a Haas aparece em julgamentos da FIA. A equipe americana já tentou reverter a desclassificação de Romain Grosjean no GP da Itália, também sem sucesso.