F1
02/05/2017 10:49

FIA se reuniu com Honda em Sóchi para definir ajuda da Mercedes em projeto para melhorar motor, revela site

De acordo com o site ‘Motorsport.com’, a FIA se reuniu com a Honda, em Sóchi, para determinar um plano de ajuda à montadora japonesa, com o objetivo de evitar que a marca deixe a F1 por conta da falta de competitividade. Esse auxílio vai vir da Mercedes
Warm Up / Redação GP, de Curitiba
 Fernando Alonso (Foto: McLaren)
 

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) se reuniu com a Honda neste fim de semana, em Sóchi, na Rússia, para desenhar um plano para ajudar a marca japonesa e, por consequência, a McLaren, com quem a empresa de Sakura tem parceria. A assistência deve ser vir da Mercedes, que vai auxiliar a fornecedora a melhorar o desempenho de seu motor e se aproximar das demais rivais do grid. A informação é da versão italiana do site 'Motorsport.com'.
 
A manobra da federação, com o aval da Liberty Media, é uma forma de evitar que a montadora nipônica deixe o campeonato por conta da falta de performance e da incapacidade de tornar a unidade de potência mais competitiva.

Durante a etapa russa, apenas a quarta da temporada 2017, Stoffel Vandoorne já foi punido com a perda de 15 posições por conta da quinta troca de elementos do motor, ultrapassando as quatro mudanças previstas pelo regulamento. E para completar o drama, Fernando Alonso sequer conseguiu largar na corrida de domingo, também por causa de uma falha da unidade. Éric Boullier, diretor da McLaren, mostrou irritação e disse que a situação é insuportável.
Alonso teve problemas antes mesmo da largada em Sóchi (Foto: Reprodução)

De acordo com a publicação, há três elementos básicos na ajuda que a Mercedes deve fornecer à Honda, segundo determinação da FIA. E são eles: o uso dos mesmos lubrificantes e materiais, o trabalho em projetos com profissionais em Brixworth, além da disponibilidade de um especialista da Mercedes para consultas.
 
Diante do cenário, a voz crítica veio da Red Bull. Christian Horner se queixou da iniciativa da FIA e disse que, como equipe cliente, o time austríaco jamais teve qualquer ajuda externa para melhorar os motores da Renault. Já o chefe da Mercedes, Toto Wolff, negou que exista realmente um auxílio à rival, embora entenda-se que a esquadra tenha se colocado à disposição da entidade-mor para fornecer ajuda.
 
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