Financiador, empresário do ramo de energia diz que Manor Marussia merece sobreviver e vale investimento

O empresário Stephen Fitzpatrick, homem por trás do renascimento da Manor Marussia, afirmou que a equipe vale o investimento e que não poderia ver simplesmente o time desaparecer. Fitzpatrick é fundador e dono da empresa Ovo, que tem foco no fornecimento de energia na Inglaterra

Principal investidor da Manor Marussia, o empresário Stephen Fitzpatrick afirmou que simplesmente não poderia ver a equipe desaparecer, depois de todo o esforço e dos dois pontos conquistados em 2014. O irlandês de 37 anos é fundador e diretor-executivo da empresa inglesa Ovo, que tem como foco o fornecimento de energia. O nome dele como principal apoiador do time foi confirmado nesta quarta-feira (4), quando a esquadra garantiu também que vai mesmo competir em 2015 na F1.

"Até novembro do ano passado eu estava no lado errado do muro da F1", disse Fitzpatrick. "Minha experiência mais recente com a F1 havia sido no GP de Cingapura, que vi com um amigo. Nós andamos pela pista no fim da corrida e ficamos olhando as garagens, os fãs no pit-wall e eu disse a ele que precisávamos achar um jeito de passar para o outro lado", completou.

"Por muito tempo, eu tive a ambição de possuir uma equipe de F1 e estava esperando que a minha companhia tivesse sucesso o suficiente para que eu pudesse comprar um time, mas não esperava que isso fosse acontecer em 2015", contou o empresário.

Stephen Fitzpatrick é dono e fundador da empresa de energia Ovo (Foto: Getty Images)

Entretanto, Fitzpatrick admitiu que, a princípio, achava impossível colocar a equipe de volta ao grid devido ao grave cenário de crise. "Eu peguei o telefone e liguei para Geoff Rowley, o administrador, antes da última corrida, em Abu Dhabi, para tomar conhecimento da situação toda e dos desafios que o time estava enfrentando, além da quantidade de dinheiro e das dívidas."

"Foi fascinante. Quase não havia esperança. Parecia aquela situação em que, se você tem mais tempo para entender tudo, pode transformar aquele cenário em uma grande oportunidade. Mas já era tarde demais. Não houve qualquer possibilidade realista de reviver a equipe.", acrescentou.

O executivo, porém, disse que não poderia deixar passar aquela chance, especialmente diante do que a Marussia havia feito no Mundial até então. "Tendo trabalhado duro por cinco anos até conseguir fechar o campeonato em nono, me pareceu bom demais para essa história terminar aí", explicou Stephen.

O empresário também exaltou o grande esforço feito pelo diretor-esportivo Graeme Lowdon para levantar o time. "Rapidamente, eu estabeleci uma relação fácil de trabalho com Graeme, nós tivemos conversas francas sobre os desafios da equipe, sobre fornecedores, qualidade e tudo que envolve esse negócio. Verificamos as principais prioridades, incluindo a Ferrari, e, em seguida, uma série de credores", revelou.

"Nós trabalhamos com cada um de uma vez, estabelecendo relações e novos acordos comerciais, lidando também com a FIA, com a FOM, com os setores de design e motores. Em dez dias, estaremos em Melbourne com uma plataforma sólida de negócios e pronta para o trabalho", finalizou Fitzpatrick.

Por causa de toda essa movimentação de bastidores, a Marussia não chegou a trabalhar em um novo carro e tampouco a participar dos testes na Espanha. Dessa forma, a equipe vai levar para Melbourne o modelo de 2014, modificado para atender ao regulamento deste ano. Até o momento, apenas o nome de Will Stevens está confirmado como titular.

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