F1
06/02/2015 10:20

Force India diz que vetou pedido da Marussia por falta de informação e “natureza especulativa” da situação

Autora do primeiro voto — e de cara decisivo — para que a Marussia não obtivesse êxito em seu pedido de correr em 2015 com o carro de 2014, a Force India explicou que não teve garantias suficientes do futuro da equipe e que prefere focar nas demais escuderias existentes
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Max Chilton (Foto: Marussia)
Outrora vítima cruel do mundo atávico da F1, a Force India virou o vidro em menos de 24 horas. A equipe foi considerada como a culpada pelo veto ao pedido da Marussia de correr com os carros do ano passado nesta temporada depois que emergiu o fato de que um investidor havia adquirido o quase-espólio da equipe, então tocada por administradores legais.

Nesta quina-feira, na reunião do Grupo de Estratégia da categoria, o assunto foi discutido pelos chefes das equipes que têm direito à participação e precisava de unanimidade de votos para que ganhasse força e ascendesse à 'suprema instância', a Comissão da F1. Representada pelo vice-presidente, Bob Fernley, a Force India foi a primeira a votar. O não já menosprezava qualquer opinião das demais e acabava com o sonho da Marussia.

Fernley alegou nesta sexta-feira (6) que a falta de informações concretas e a nebulosidade na inscrição e, consequentemente, no futuro da Marussia — que deveria correr como Manor — levaram-no a rejeitar a súplica do time nanico.
Graeme Lowdon, ex-diretor da Marussia, em conversa com Bernie Ecclestone Foto: Getty Images)
"Durante a reunião, vieram à tona questões que apontavam que faltava substância no pedido. Por exemplo, nenhum detalhe foi fornecido de quem seriam os donos ou que estruturas operacionais seriam colocadas em prática", explicou Fernley. "Dada a falta de informação, garantias incertas e a natureza especulativa da situação, a decisão tomada foi a de que é melhor focar na participação contínua dos demais times independentes", completou.

A revista alemã 'Auto Motor und Sport' informou que a Marussia/Manor, diante da situação, cogita aprontar às pressas um carro sob o regulamento de 2015 para que inicie o campeonato a partir do GP da China, o terceiro da temporada. Assim, arrebataria o dinheiro que tem direito pelo nono lugar no Mundial de Construtores no ano passado, evitando que seja dividido entre suas 'inimigas' de grid.

Participaram do Grupo de Estratégia as cinco escuderias que têm direito ad æternum — Mercedes, Red Bull, Williams, Ferrari e McLaren — e a melhor colocada no campeonato de Construtores além destas, no caso a equipe indiana. Cada equipe tem direito a um voto, enquanto FIA e FOM têm seis votos cada.

O chefão da F1, Bernie Ecclestone; o presidente da FIA, Jean Todt, Toto Wolff e Niki Lauda, ambos da Mercedes; Christian Horner, da Red Bull; Claire Williams, da equipe de seu pai; Sergio Marchionne e Maurizio Arrivabene, da Ferrari; e Ron Dennis e Éric Boullier, os dois da McLaren, estiveram presentes também.
VERMELHO, VERMELHAÇO, VERMELHANTE...

A Ferrari, tanto como equipe quanto como fornecedora de motores, dominou a semana de testes da F1 em Jerez de la Frontera. A escuderia de Maranello liderou três dos quatro dias de atividades na Espanha. No outro, foi a Sauber, equipe que usa motores Ferrari, que terminou na frente. Nesta quarta-feira, Kimi Räikkönen marcou o melhor tempo da semana.

Leia a reportagem do último dia de testes da F1 no GRANDE PRÊMIO.
McLATA? McLENTA? McNADA... 

A McLaren tornou a demonstrar tranquilidade quanto às falhas apresentadas pelo MP4-30 e seu motor Honda nos testes de pré-temporada em Jerez de la Frontera, na Espanha. De acordo com o diretor de engenharia Matt Morris, os problemas constatados nos últimos dias foram relativamente pequenos — apenas um pouco demorados de se resolver — e não devem provocar atrasos no desenvolvimento do carro.

Leia a reportagem completa direto de Jerez no GRANDE PRÊMIO.
WALKING DEAD TEAM

A Marussia aparantemente vai voltar da terra dos mortos. Os administradores judiciais que passaram a controlar os rumos da equipe em outubro anunciaram que a Marussia vai deixar a situação de controle terceirizado no próximo dia 19 de fevereiro e planeja participar do Mundial de F1 desde o princípio. Agora se apresenta a notícia de que a Marussia vai conseguir se salvar quando tudo parecia perdido.

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