Fórmula 1 admite chance de remover ‘taxa-filtro’ de R$ 1 bilhão para novas equipes

Stefano Domenicali defendeu a 'taxa-filtro' no valor de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) para novas entradas, mas reconheceu que ela pode ser renunciada em casos específicos

Novo chefe da Fórmula 1, Stefano Domenicali comentou sobre a possibilidade de isentar novas equipes de pagar a taxa de inscrição para filtrar as entradas no campeonato, estipulada em US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão).

Em entrevista coletiva na última quinta-feira, Domenicali apontou a importância da taxa, colocada no novo Pacto da Concórdia, que quer limitar entradas de equipes que não sejam competitivas, como nos casos de Hispania, Manor e Caterham, que entraram em 2010 no campeonato e não conseguiram sobreviver.

A última entrada de uma equipe na Fórmula 1 foi a Haas, em 2016. O time americano teve boas campanhas em suas primeiras temporadas, mas agora sofre com problemas financeiros e terminou os dois últimos campeonatos na penúltima colocação no Mundial de Construtores.

“O Pacto da Concórdia foi um grande passo porque eu sabia das dificuldades de encontrar um acordo bom para todos. Se você olhar esta quantidade de dinheiro, é realmente o valor para uma equipe ser capaz de competir. Esse era o pensamento por trás disso”, defendeu o novo mandatário.

Novas entradas na F1? Só com a taxa de filtro (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Para Stefano, a renúncia da taxa pode ser aplicada em “casos que precisem se aprofundar na discussão sem esse dinheiro”. O novo diretor também falou do recente interesse de montadoras e organizações no futuro da Fórmula 1, mas sem citar nomes.

“Estamos recebendo muito interesse de montadoras que querem entender o futuro da Fórmula 1. Estamos recebendo, e isso parece estranho olhando de fora, mas estou muito feliz por isso. Algumas novos pedidos de equipes ou outras organizações que querem ver se há possibilidade de investir na Fórmula 1”, comentou.

Domenicali também reconheceu que novas entradas de montadoras só devem acontecer com a introdução das novas unidades de potência, data que ainda não foi definida, mas é especulada para 2025 ou 2026.

“Nós estamos tentando colocar ideias que seriam atrativas para novas montadoras participarem do negócio. Os custos de investimento inicial e orçamento anual precisam ser atrativo para qualquer montadora produzir uma unidade de potência ou virar parte de uma produção de chassi e motor. O custo é a grande equação sobre onde devemos começar o debate”, completou.

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