F1 considera determinar a funcionários vacinação obrigatória contra Covid-19

Stefano Domenicali e Bruno Famin, CEO da F1 e diretor de operações da FIA responsável pelos protocolos de Covid-19, afirmaram que a categoria caminha para exigir vacinação obrigatória de todos os seus profissionais

A F1 lança campanha para defender e incentivar vacinação contra a Covid-19 (Vídeo: F1)

O recrudescimento da pandemia de Covid-19 nos Estados Unidos e em boa parte da Europa, na esteira do avanço da nova variante Ômicron, tem colocado a Fórmula 1 em alerta. A maior das categorias avança para exigir vacinação obrigatória para todos os seus funcionários na temporada 2022. A proposta, inclusive, já foi aprovada pelo Conselho Mundial de Esporte a Motor da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), entidade que regula o campeonato.

O avanço da pandemia é notório nos Estados Unidos, onde há forte atuação do movimento antivacina, foram registrados mais de 232 mil casos e 1.634 vidas perdidas apenas na última quarta-feira (22), segundo o site World Meters. Na Grã-Bretanha, o número de casos positivos foi de 106.122 na última quarta-feira e 140 óbitos registrados.

Recentemente, a Fórmula 1 divulgou uma campanha na qual incentiva a vacinação. O vídeo contou com a participação de praticamente todos os pilotos do grid, além de Stefano Domenicali e Jean Todt, que na semana passada deixou o posto de presidente da FIA.

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ALFA ROMEO; GP DE SÃO PAULO; INTERLAGOS
A Fórmula 1 cogita determinar vacinação obrigatória contra Covid-19 (Foto: Alfa Romeo)

No meio da Fórmula 1, há uma grande adesão à vacinação. A única voz dissonante foi do piloto do carro médico, o sul-africano Alan Van der Merwe, que proferiu discurso antivacina quando testou positivo para Covid-19 neste ano.

Mas se depender da Fórmula 1 e da própria FIA, profissionais envolvidos com a categoria só serão liberados para trabalhar se apresentarem o comprovante de vacinação.

À revista britânica Autosport, Bruno Famin, diretor de operações da FIA responsável pelos protocolos de Covid-19, lembrou que todos os esforços são necessários para conter a pandemia.

“Em termos do que vai acontecer no ano que vem, é um pouco cedo para dizer. Há três semanas, todos nós havíamos pensado que a pandemia estava quase acabando e que 2022 voltaria ao normal. Mas, infelizmente, com essa nova variante que temos na Europa, a pandemia está aumentando muito, e os hospitais estão ficando cheios novamente”, alertou.

“Centenas de milhares de pessoas são contaminadas todos os dias na Europa, então temos de ter muito cuidado. Sabemos que em alguns lugares, em alguns eventos, a vacinação obrigatória está progredindo. Então, isso é algo que podemos considerar, mas por enquanto nada está decidido ainda”, complementou.

Stefano Domenicali, CEO e presidente da Fórmula 1, também reforçou a importância de se adotar a vacinação obrigatória para proteger ao máximo os funcionários em geral.

“Temos o problema da Covid para gerir novamente no ano que vem, e não vai ser fácil. Mas, em dois anos de pandemia, completamos temporadas super intensas. Terminar uma temporada com 22 corridas nos deixa cautelosamente otimistas sobre como deve ser o começo de 2022, quando, infelizmente, a Covid ainda pode estar presente”, disse.

“Mas não é por acaso que uma das últimas coisas aprovadas no último Conselho Mundial da FIA, por precaução, é ter todo o pessoal da F1 vacinado para estar no paddock”, indicou Domenicali.

Caber ressaltar que as vacinas salvam vidas e são seguras. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), as vacinas contra a Covid-19 foram testadas em grande escala, com testes controlados que incluem pessoas de ampla faixa etária, em todos os gêneros, etnias diferentes e em condições médicas conhecidas. As vacinas mostraram um alto nível de eficácia em todas as populações e são consideradas seguras e eficazes em pessoas com várias condições médicas distintas.

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