Fórmula 1 confirma rejeição a grid invertido, mas reitera: “Vamos seguir analisando ideias”

Chefão da Fórmula 1, Chase Carey tornou público o que já era esperado. Sem unanimidade, a proposta levantada na última sexta-feira, de grid invertido e corrida classificatória nos GPs da Estíria e do 70º Aniversário da categoria, foram vetadas. Mas o norte-americano deixou claro que não vai desistir de lutar por mudanças. “Queremos assegurar que elas não sejam truques”

Tão logo foi noticiada a proposta de testar um novo formato de fim de semana nos GPs da Estíria e do 70º Aniversário, levantada pela Fórmula 1, em reunião com a participação também de membros da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e das dez equipes do grid na última sexta-feira (29), já se sabia que seria muito difícil que a ideia seguir adiante. O Liberty Media propôs que as segundas corridas consecutivas realizadas na Áustria e na Inglaterra tivessem um sábado diferente, com corridas de classificação de 30 minutos — e o grid dessas sendo definido de modo inverso à ordem do campeonato — para consolidar o alinhamento inicial para a prova oficial, no domingo. Entretanto, Mercedes e Racing Point, pelo menos, se opuseram à sugestão. Como o regulamento prevê que mudanças de tal monta só entram em vigor no ano em curso com aprovação unânime das equipes, a proposta oficialmente caiu por terra.

A notícia da rejeição à ideia levantada pelo Liberty Media foi oficializada pela Fórmula 1 por meio do site oficial da categoria. A nota traz também declarações do dirigente máximo, Chase Carey. O norte-americano deixou claro que não vai desistir de tentar implementar mudanças no esporte ao longo da sua gestão.

O veto à proposta da F1 é uma vitória política da Mercedes (Foto: Mercedes)

“Vamos seguir analisando ideias. Queremos assegurar que elas não sejam truques”, ressaltou o comandante da F1. A afirmação é uma manifestação de Carey contrária a artifícios para quebrar o domínio da Mercedes, equipe que empreendeu uma dinastia na categoria desde 2014.

“Tivemos conversas nos dois últimos anos sobre se devemos buscar formas de fazer algumas mudanças que honrem o esporte, respeitar o que tornou o esporte grande, mas achamos que seriam mudanças que melhorariam a experiência dos fãs”, disse.

“Conversamos sobre algumas delas no contexto do coronavírus dessas duas corridas: as rodadas duplas na Áustria e na Inglaterra. Nesse ponto, tivemos um que foi divulgado sobre o grid invertido, sobre o qual nem todas as equipes ficaram confortáveis, e fazer mudanças neste curto espaço de tempo exige apoio unânime”, complementou.

Carey lembrou que a F1, ainda que seja um esporte cheio de tradicionalismos, não pode ficar alheio às mudanças. “É um grande esporte, com grande história, grandes heróis, grandes estrelas, pilotos incrivelmente talentosos, por isso queremos respeitar tudo até certo ponto, mas queremos garantir que isso não significa que não vamos buscar maneiras de fazer algumas mudanças”.

“Até certo ponto, esta temporada única oferece um pouco mais de oportunidade para tentar algo que não acho que faríamos, a menos que fosse uma possibilidade real de acrescentar algo às corridas. Mas vamos continuar com as conversas. Sempre queremos nos desafiar e ver se há outras coisas que podemos fazer para melhorar o esporte”, concluiu.

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