Fórmula 1 consegue assinatura de todas equipes para novo Pacto da Concórdia

O acordo, que vale de 2021 a 2025 e visa tornar a Fórmula 1 financeiramente mais parelha, ganhou ares de incerteza durante a pandemia do coronavírus

Uma novela chegou ao fim. A Fórmula 1 anunciou na manhã desta quarta-feira (19) que finalmente conseguiu a assinatura de cada uma das dez equipes do grid atual no novo Pacto da Concórdia, que dita os direitos comerciais do campeonato. O novo acordo vale de 2021 até 2025 e traz maior estabilidade após meses de incerteza.

McLaren, Ferrari e Williams foram as primeiras a anunciar assinatura do acordo. Era um sinal positivo, mas não definitivo: a Mercedes, por exemplo, revelou insatisfação com os rumos do novo acordo e ameaçou não assinar. Agora, entretanto, acata e permite suspiros aliviados de F1 e Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O acordo, apesar de não garantir que as dez equipes do grid atual sigam na F1 até lá, representa um abacaxi a menos a ser descascado pela gestão do Liberty Media. É através do novo acordo que Chase Carey e seus comparsas querem reduzir disparidades financeiras entre escuderias e criar certame mais equilibrado.

A Fórmula 1 finalmente conseguiu convencer equipes do novo Pacto da Concórdia (Foto: AFP)

“Nós dissemos no começo do ano que, por conta da natureza fluida da pandemia, o Pacto da Concórdia precisaria de mais tempo”, disse Carey. “Estamos felizes por conseguir acordo com os dez times em agosto, pensando nos planos de longo prazo de nosso esporte. Todos nossos fãs querem ver corridas mais acirradas, com todas equipes podendo brigar por pódio. O novo Pacto da Concórdia, ao lado dos regulamentos para 2022, define a pedra fundamental para transformar isso em realidade e criar um ambiente que é tanto financeiramente mais justo quanto ajuda a aproximar equipes”, seguiu.

“A conclusão do novo Pacto da Concórdia entre FIA, F1 e as dez equipes atuais assegura um futuro estável para o Mundial de Fórmula 1″, refletiu Jean Todt, presidente da FIA. “Ao longo dos 70 anos de história, a F1 se desenvolveu em um ritmo impressionante, indo ao limite absoluto da segurança, da tecnologia e da competição. Hoje confirmamos o começo de um capítulo novo e empolgante nessa história. Dados os desafios globais inéditos que enfrentamos, tenho orgulho da forma com que os acionistas da Fórmula 1 trabalharam nos últimos meses, pensando nos interesses do esporte e dos fãs para encontrar soluções sustentáveis e justas”

Foram 12 meses de negociações, arrastadas desde o anúncio do regulamento da F1 para 2021 – que virou 2022. Da mesma forma que a introdução do novo carro ficou adiada em um ano por conta do coronavírus, as negociações também ficaram em banho-maria, ganhando diversas arestas que precisavam ser aparadas.

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