Fórmula 1 diz que ter mais de 1 fornecedor de pneus “não está em discussão” para futuro

O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, deixou claro que a volta da 'guerra dos pneus', que marcou a categoria no início dos anos 2000, "não está na agenda" a curto prazo

A emblemática ‘guerra dos pneus’ que marcou o início dos anos 2000 na Fórmula 1 é algo que está fora de cogitação para os próximos anos. Estas são as palavras do CEO da categoria, Stefano Domenicali, dizendo que por mais que tenha sido uma fase importante para pesquisas, gerava custos muito elevados, algo que a classe tenta diminuir ainda mais.

Até 2027, a F1 terá a Pirelli como fornecedora oficial de pneus, com possibilidade para mais um ano de contrato. O novo acordo foi anunciado nesta terça-feira (10), sendo que a Bridgestone — fabricante japonesa que inclusive dividiu o fornecimento da borracha com a Michelin de 2001 a 2006 — apresentou proposta para voltar à categoria, mas esbarrou em questões comerciais.

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Michelin esteve na F1 pela última vez em 2006, quando rivalizava com a Bridgestone no grid (Foto: Michelin)

Sobre ter duas marcas fabricando pneus novamente, Domenicali explicou que o alto gasto foi levado em conta. “Esse ponto foi discutido junto com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para garantir que seríamos capazes de controlar os custos do ecossistema da F1″, disse.

“Essa foi a principal razão de deixarmos a competição de pneus, quando tivemos muitos testes, adquirimos muita quilometragem, realizamos muita pesquisa, e isso foi realmente benéfico. Mas os custos eram enormes. Foi por isso que nos movemos a essa nova direção. É muito prematuro considerar que isto poderia ser uma possibilidade para o futuro”, acrescentou.

“Sobre uma situação real na em que o controle de custos é muito relevante, diria que ainda não decidimos com certeza, mas não está na agenda analisar se isso será uma possibilidade para o futuro. É um ponto de relevância, porque se for possível controlar o custo com mecanismos diferente, por que não? Mas agora, isso não está na agenda de discussão junto com a FIA e as equipes”, completou Domenicali.

Do lado da Pirelli, o vice-presidente-executivo Marco Tronchetti Provera sublinhou que a fabricante italiana “participa de mais de 300 campeonatos ao redor do mundo no automobilismo”, portanto competição “nunca foi problema”.

“Na maioria deles há outros fornecedores, e estamos felizes em competir contra eles. Portanto, isso nunca foi um problema para nós. Sempre foi uma oportunidade, competir contra outros enquanto fornecemos pneus a carros de prestígio. Estamos felizes porque é uma chance de provar nossa tecnologia”, concluiu.

Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 20 e 22 de outubro, em Austin, com o GP dos Estados Unidos, o primeiro da última perna tripla da temporada. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.

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