Fórmula 1 reconhece erro e coloca GP na África como prioridade: “Queremos muito ir”

Diretora-global de promoção de corridas, Chloe Targett-Adams concordou com Lewis Hamilton e manifestou o desejo de ver a África no calendário da Fórmula 1. Dirigente também apontou Estados Unidos e Ásia como prioridades

A Fórmula 1 reconheceu que é um erro não ter nenhuma corrida no continente africano. Diretora-global de promoção de corridas, Chloe Targett-Adams colocou a África como uma prioridade para novos GPs no Mundial, ao lado de Estados Unidos e Ásia.

Ano passado, Lewis Hamilton classificou como “importante” um retorna da F1 à África. O GP da África do Sul foi realizado 23 vezes, mas não acontece desde 1993, última vez em que o Mundial esteve no continente.

Circuito de Kyalami foi o último a receber a F1 na África (Foto: Reprodução)

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“Concordo plenamente com Lewis”, disse Targett-Adams durante a Cúpula Virtual BlackBook Motorsports, que reúne representantes da indústria para debater o futuro do esporte a motor. “A África é um continente em que não corremos e isso está errado”, admitiu.

“É um lugar para onde queremos muito ir. Uma prioridade. Conversamos com possíveis opções há alguns anos e esperamos que, no fim, possamos ter uma corrida lá em médio prazo”, declarou.

Chloe ressaltou que os Estados Unidos também aparecem como prioridade, daí o desejo de adicionar uma segunda corrida no país e seguir com o GP em Austin.

“Junto da África, os Estados Unidos continuam sendo uma prioridade estratégica”, comentou Targett-Adams. “Temos uma ótima corrida em Austin agora e estamos ansiosos por trabalhar com nosso promotor tomara que também pelos próximos anos. Da mesma forma, estamos em busca de uma segunda oportunidade, um local de destino, e tentando construir a proposta de corrida nos EUA que temos”, seguiu.

“Não é segredo que a Ásia é igualmente uma prioridade chave. Somos uma série global. Temos muita sorte de despertar muito interesse”, comentou.

A F1 considera, também, alternar as pistas de um ano para outro. Assim, é possível dar mais diversidade sem estourar o limite de 23 corridas no calendário.

“Tem um espaço limitado no calendário, então é quando olhamos ― sem deixar nenhum dos nossos pilares do calendário para trás ou relacionamentos de longa data ― para maneiras de lidar com a oportunidade de trazer essas novas localidades e alcançar fãs nessas áreas, mas mantendo também?”, explicou. “É quando a alternância de circuitos se torna um conceito bem interessante. E trabalhando nisso, África, EUA e Ásia são os locais em que queremos focar em novas corridas no momento”, completou.

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