Gasly evita falar sobre eventual retorno à Red Bull: “Não sei se isso vai mudar no futuro”

Pierre Gasly se esquivou das perguntas sobre as críticas sofridas por Alexander Albon: “Não tenho muito a dizer porque não sei a situação dele”. O jovem francês deixa claro que prefere se concentrar no próprio trabalho na AlphaTauri enquanto sonha

As três primeiras etapas da temporada 2020 do Mundial de Fórmula 1 mostram um Alexander Albon ainda sem emplacar grandes resultados. Na primeira corrida do campeonato, o anglo-tailandês mostrou até ter ritmo para lutar pela vitória no fim do GP da Áustria, mas se envolveu em um toque com Lewis Hamilton e depois abandonou por conta de problemas no carro da Red Bull. Uma semana depois, no GP da Estíria, cruzou a linha de chegada em quarto, mas muito distante do seu companheiro de equipe, Max Verstappen. E no último GP da Hungria, enfrentou problemas na classificação, obteve só o 13º lugar no grid, mas se recuperou na prova para terminar em quinto. Em contrapartida, Pierre Gasly, que foi rebaixado da Red Bull para a Toro Rosso no meio do ano passado, levou a AlphaTauri duas vezes ao Q3, na Estíria e na Hungria, e completou o GP da Áustria em sétimo, somando seus únicos 6 pontos até agora no campeonato.

Em Hungaroring, Albon criticou a Red Bull por tê-lo enviado para a pista na sua última tentativa de volta rápida no Q2, mas em meio ao tráfego. Alex foi defendido pelo amigo George Russell, piloto da Williams, e o inglês foi rebatido por Verstappen.

No fim de um frustrante GP da Hungria para Gasly, que enfrentou problemas no motor ao longo de todo o fim de semana e teve de abandonar a prova no último domingo, o piloto foi perguntado por jornalistas sobre como enxerga a situação de Albon e se acredita que vai ser possível voltar à Red Bull num futuro próximo.

Pierre Gasly (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

O piloto francês de 24 anos, que faz sua terceira temporada completa na Fórmula 1, se esquivou dos comentários sobre o seu sucessor no cockpit da Red Bull e foi reticente ao falar sobre a possibilidade de voltar à equipe chefiada por Christian Horner.

Perguntado se gostaria de voltar à Red Bull, Gasly foi claro na resposta, mas, ao mesmo tempo, acredita ser muito difícil que tal possibilidade aconteça num futuro próximo.

“Sou contratado pela Red Bull, e você sempre quer estar no carro mais rápido. E agora eles têm o carro mais rápido dentre as equipes da Red Bull. Max assinou por vários anos e Alex tem um apoio muito forte da Tailândia. Não sei se isso vai mudar no futuro”, salientou.

Sobre o momento de Albon, Gasly preferiu não comentar. “Não tenho muito a dizer sobre isso porque não conheço a situação do Alex. Conheço a minha situação e sei como foi com a Red Bull, e porque tenho uma explicação para dizer que não deu certo. Com Alex, não sei o que está acontecendo com ele no momento”.

No entanto, o francês acredita que, se tiver a chance de fazer um bom trabalho com a AlphaTauri, as chances podem aparecer de alguma forma na Fórmula 1.

“Mais e mais oportunidades vão surgir em algum momento. Estou tentando fazer o meu melhor com a equipe e estou feliz que, se tivermos as ferramentas certas à mão, posso melhorar agora. Se as tivermos. Para mim, esse é o ponto do passado que quero mostrar. Porque sei que posso ser muito competitivo e rápido. Desde que as condições sejam adequadas”, concluiu.

Com três corridas já disputadas na temporada, Max Verstappen é o melhor colocado dentre os quatro pilotos contratados da Red Bull no Mundial de Pilotos e soma 33 pontos para se colocar em terceiro no campeonato. Albon aparece em quinto, com 22 tentos. Gasly soma 6 tentos, enquanto Daniil Kvyat, companheiro de equipe do francês na AlphaTauri, está em 15º e soma apenas 1 ponto.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube