Governo aprova empréstimo de R$ 640 milhões para tentar salvar Nürburgring da falência

Uma semana depois de ter sua falência decretada, o Nürburgring ganhou uma luz para tentar se manter ativo. O governo do estado de Renânia-Palatinado aprovou um empréstimo para o circuito, ajudando a pista a se manter ativa

O governo do estado alemão de Renânia-Palatinado concedeu ao autódromo de Nürburgring um empréstimo de € 254 milhões de euros (aproximadamente R$ 640 milhões). O tradicional circuito entrou, na semana passada, com pedido de falência, dada sua péssima situação financeira.

O empréstimo governamental foi aprovado pela comissão de orçamento nesta quarta-feira (1), e acende uma luz com relação ao futuro do circuito. Este não é o primeiro envolvimento do governo com o circuito: foi a máquina estatal que investiu para que a pista passasse a ser também uma atração turística, além de palco para disputas automobilísticas.

Sebastian Vettel pode ficar sem correr em casa na temporada de 2013 (Foto: Red Bull/Getty Images)

Antes do governo liberar essa verba, um pedido de ajuda à União Europeia fora recusado pelo Parlamento Europeu

A administração do Nürbugring é feita pela Nürburgring Automotive GmbH, uma empresa de propriedade do governo de Renânia-Palatinado. Já a promoção dos eventos fica por conta de uma empresa quase homônima e pertencente à iniciativa privada, a Nürburgring GmbH. Até o fim deste ano, as provas que já estão marcadas estão garantidas.

Os problemas vividos pelo circuito colocam em dúvida a realização do GP da Alemanha do ano que vem. Desde 2008, Nürburgring se reveza com Hockenheim para sediar a prova, e, em 2012, será a sua vez de abrigar a F1. A Alemanha é o país que possui o maior número de pilotos no grid, são cinco: o atual bicampeão Sebastian Vettel, o heptacampeão Michael Schumacher, Nico Rosberg, Timo Glock e Nico Hülkenberg. Naturalmente, isso resulta em uma prova com bom retorno de público.

Administrador do Nürburgring, Jorg Lindner afirmou ao diário alemão ‘Frankfurter Allgemeine Zeitung’ que está “bastante otimista com as chances de a F1 competirá no circuito no ano que vem”.

No fim de semana, em entrevista a outro periódico alemão, o ‘Der Tagesspiegel’, Ecclestone disse que quer manter uma corrida de F1 na Alemanha, e se mostrou surpreso com a situação financeira do Nürburgring e de outros circuitos germânicos. “Talvez tenham dado todo o seu dinheiro para os gregos”, brincou o dirigente, que não descartou um auxílio financeiro ao circuito, mas negou que vá comprar a pista.

Caso a F1 não possa correr em Nürburgring em 2013, a prova pode acontecer em Hockenheim, confirmou o inglês, de 80 anos: “Também estamos negociando por isso”.

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