GP às 10: Como Moreno na Indy, Hülkenberg caminha para ser Super Sub na Fórmula 1

Fernando Silva explica que a experiência é um grande trunfo para que o alemão possa ser convocado por outras equipes caso algum piloto repita a situação recente vivida por Sergio Pérez e não possa correr por estar infectado pelo novo coronavírus. O jornalista traça um paralelo com o lendário brasileiro que, nos anos 1990, foi requisitado como substituto em equipes da Indy

Na década de 1990, no auge da Indy, Roberto Pupo Moreno ficou conhecido como Super Sub por ser chamado com frequência para substituir pilotos titulares em algumas provas da categoria. Em razão da sua experiência, capacidade técnica e fácil adaptação, o brasileiro foi escolhido por equipes como a Newman/Haas para correr no lugar de Christian Fittipaldi, lesionado após acidente, PacWest, para substituir Mark Blundell, e na Bettenhausen, que o chamou para suprir a ausência de Patrick Carpentier. Moreno também seria o piloto que substituiria Greg Moore no carro da Forsythe nas 500 Milhas de Fontana de 1999, prova que o canadense decidiu correr e morrem em razão de um acidente.

Neste incomum 2020 marcado pela pandemia do novo coronavírus, Fernando Silva entende que a Fórmula 1 pode ter um Super Sub para chamar de seu. No último fim de semana, em Silverstone, Nico Hülkenberg foi chamado pela Racing Point para substituir Sergio Pérez, infectado pelo Covid-19 e vetado pela junta médica do Mundial. Na visão do jornalista, enquanto determinadas equipes do grid têm no posto de reserva uma função meramente decorativa, Hülkenberg tem talento, capacidade técnica e conhecimento da configuração atual dos carros da Fórmula 1 para ser a primeira opção caso outro piloto não possa correr neste ano.

Os dez últimos novos vencedores da Fórmula 1

Ao cruzar a linha de chegada no mítico circuito de Monza e vencer de forma incrível o GP da Itália, Pierre Gasly tornou-se o 109º piloto da história a triunfar em uma corrida do Mundial de Fórmula 1. A bordo do carro da AlphaTauri empurrado pelo motor Honda, o francês de 24 anos quebrou uma hegemonia do trio Mercedes-Red Bull-Ferrari que durava desde quando Kimi Räikkönen faturou o GP da Austrália de 2013 com a Lotus, sucessora e, ao mesmo tempo, antecessora da Renault como conhecemos hoje. Gasly entrou para a galeria dos novos vencedores da F1.

Trata-se de uma façanha e tanto. Mas também é verdade que, cada vez menos, a Fórmula 1 conhece novos pilotos vencedores. Desde que Heikki Kovalainen venceu o GP da Hungria de 2008 a bordo da McLaren e tornou-se o 100º homem da história a triunfar em uma etapa do Mundial, somente outros nove competidores triunfaram pela primeira vez. E tudo isso num espaço de quase 11 anos.

Tudo depende muito da ordem de forças e da dinâmica da Fórmula 1 em cada temporada. Naquele 2008, por exemplo, além de Kovalainen e Sebastian Vettel, que assim como Gasly, venceu em Monza a bordo da Toro Rosso, antigo nome da AlphaTauri, Robert Kubica subiu ao topo do pódio pela primeira e única vez na carreira a bordo de uma BMW que despontava como uma das forças daquele campeonato.

Com o passar dos anos e a polarização da Fórmula 1, sobretudo a partir do início da era híbrida de motores, vencer corridas tornou-se praticamente um monopólio de quem corria por Mercedes, Red Bull e Ferrari. Tanto que, entre 2014 e 2019, quatro pilotos provaram o doce sabor da vitória pela primeira vez, e sempre correndo por uma dessas equipes. Até que Gasly quebrou a sequência no último domingo. Tudo isso só representa, ainda que a conquista do francês tenha sido circunstancial, o gigante feito logrado em Monza.

A seguir, GRANDE PREMIUM elenca os dez últimos novos vencedores da Fórmula 1. De Kovalainen a Gasly, há quem hoje esteja aposentado das pistas, quem ainda dispute suas corridas aqui e ali, quem planeja voltar a acelerar e também aqueles que ainda têm no horizonte o sonho de um dia ser campeão mundial da principal categoria do esporte a motor.

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