F1

GP às 10: Gênio ou louco, Verstappen é elemento-chave para F1 atrair novos fãs e sair da mesmice

Protagonista do GP do Brasil, para o bem e para o mal, Max Verstappen é o grande nome desta nova geração da F1, precisa amadurecer muito nas atitudes, mas é tudo o que o Liberty Media precisa para atrair mais fãs para o esporte e torná-lo mais empolgante de uma forma ou de outra
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Max Verstappen (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Genial nas pistas, mas muitas vezes louco e inconsequente fora delas. O grande protagonista do GP do Brasil do último domingo (11) mostrou, em espaço de poucos minutos, as duas facetas em Interlagos. A atuação brilhante de Max Verstappen, que teve seu caminho para a vitória interrompido pela manobra desastrada de Esteban Ocon, foi ofuscada pela atitude até patética do holandês na hora da pesagem, quando empurrou seguidas vezes o francês, seu rival nos tempos de F3 Europeia em 2014.
 
No fim das contas, o GP do Brasil evidenciou bem as duas faces de Verstappen: um piloto muito acima da média, mas que ainda precisa amadurecer nas suas atitudes. 
 
Mas até por esse mix de genialidade e loucura, Max atrai cada vez mais jovens fãs, e o fenômeno do mar laranja nas corridas, sobretudo na Europa, só aumenta. Com seu talento para brilhar dentro das pistas e gerar manchetes e polêmicas fora delas, o holandês é o elemento-chave que o Liberty Media precisa para, de certa forma, renovar seu público e sair da mesmice, avalia Fernando Silva.