GP às 10: Por que a Mercedes não troca Bottas por Russell já em 2021 na F1?

Diante do talento inequívoco mostrado por George Russell, por que a Mercedes ainda mantém Valtteri Bottas como titular e não promove o prodígio britânico já para a temporada 2021? É essa pergunta que Evelyn Guimarães e Victor Martins tentam responder no GP às 10 deste domingo (10)

Até antes do GP de Sakhir no anel externo do circuito barenita, disputado no primeiro domingo de dezembro de 2020, George Russell era visto por muitos com ressalvas. Isso por conta de um desempenho muito forte com o fraco carro da Williams em classificações, mas, ao mesmo tempo, até decepcionante nas corridas, inclusive com a perda de chances importantes e até reais de pontuar. Mas a chance inédita que a Mercedes deu ao colocar o prodígio britânico no carro de Lewis Hamilton, impedido de correr por ter testado positivo para Covid-19, fez com que o jovem de 22 anos mudasse de patamar na Fórmula 1.

Russell quase fez pole, superou Valtteri Bottas na largada e sequer tomou conhecimento do finlandês. A vitória não veio em um desfecho com sabor amargo para George, que foi prejudicado duas vezes: uma, por uma verdadeira lambança da Mercedes no pit-stop; e na segunda vez, por um pneu furado. Mas, no fim das contas, o piloto do carro #63 já tinha deixado a sua marca. Seu talento é inequívoco.

Sendo assim, por que então a Mercedes mantém Bottas como titular e não promoveu Russell já para a temporada 2021? É essa pergunta que Evelyn Guimarães e Victor Martins tentam responder no GP às 10 deste domingo (10).

O que fica claro é que a escuderia heptacampeã do mundo precisa agir para não perder seu maior diamante desde que contratou Lewis Hamilton em 2013. Não faz sentido para a Mercedes deixar Russell no mercado em 2022, uma vez que o britânico já atraiu o interesse das rivais.

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Sobre Bottas, não há muito mais o que dizer: primeiro, porque o finlandês expôs o quão frágil é mentalmente; segundo, porque mostra que já se acostumou a perder para Hamilton e se colocou na posição de perdedor, apesar do discurso de ‘Bottas 2.0’, ‘Bottas 3.0’, que virou até motivo de chacota.

A Mercedes, ao que parece, prepara transição e tem em Russell peça-chave neste processo de renovação. Não dá mais para apostar em Bottas. A Mercedes, se colocou suas fichas ao desenvolver Russell como piloto na F1 colocando-o na Williams, precisa dar uma chance real a ele. E essa chance não pode passar de 2022, ano de revolução na principal categoria do esporte a motor.

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