F1

GP da Austrália aproveita renovação para avaliar novo traçado no Albert Park

Albert Park está garantido na Fórmula 1 até 2025, passada a renovação com a organização do GP da Austrália. Andrew Westacott, dirigente da prova, quer aproveitar o momento de estabilidade para avaliar mudanças no traçado

Grande Prêmio / Redação GP, de Porto Alegre
A confirmação do novo contrato da Fórmula 1 com a organização do GP da Austrália, na semana passada, é a deixa para um momento de novidades. Os responsáveis pela prova australiana querem aproveitar a estabilidade de um contrato assinado até 2025 para mudar o Albert Park em duas áreas. Chegou a hora de considerar o recapeamento e até mesmo uma mudança no traçado.
 
A ideia de mudar o traçado no Albert Park foi cogitada pela primeira vez em 2017. O objetivo era facilitar ultrapassagens, um dos grandes problemas da Fórmula 1 na Austrália. Entretanto, a incerteza a respeito da permanência no calendário impediu a sequência do projeto.
 
“É importante ter um retorno em todo investimento que você faz, e a chance de ter dois anos extras [na renovação de contrato] traz uma certeza maior para fazer algumas coisas”, comentou Andrew Westacott, diretor-executivo da organização do GP da Austrália.
O GP da Austrália pode ter mudanças no futuro (Foto: F1)
“Uma coisa que vamos olhar é o recapeamento, porque os pilotos disseram que é necessário nesse momento. Isso é algo que vem e vai. Tem vezes que eles dizem que é fundamental, tem vezes que eles dizem que gostam do estilo de pista de rua. A outra coisa é que isso nos permite dar uma olhada na evolução da pista, pensar em quais mudanças podemos fazer, dadas as limitações físicas do lago, do estádio, dos pits e assim por diante. Vamos dar uma olhada na evolução do design e do layout em algumas áreas em particular”, seguiu.
 
O traçado atual do Albert Park é essencialmente o mesmo desde 1996, ano da primeira corrida de Fórmula 1. As mudanças ficaram por conta das áreas de escape. Outra coisa que não mudou foi o status da Austrália no calendário: o de prova de abertura, que também segue garantido com o novo contrato.
 
“O Chase Carey veio e disse que a temporada basicamente começa em Melbourne, termina em Abu Dhabi, tem Mônaco em algum lugar no meio. Assegurando um grande evento como o de Silverstone, você mantém os pilares da temporada da F1, seja ela com 20, 21 ou 22 corridas. Tudo se encaixa dentro desses pontos”, encerrou Westacott.


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