GP da Holanda diz que edição de 2020 é “improvável”, mas mantém esperança

A Holanda vetou eventos no mínimo até 1° de setembro, o que torna complicada a realização até mesmo de uma corrida sem público em Zandvoort. A organização do GP local não se dá por vencida, mas admite talvez só entrar no calendário em 2021

O GP da Holanda, um dos mais aguardados na temporada da Fórmula 1 pelo retorno ao traçado de Zandvoort, segue sofrendo com as consequências da pandemia do coronavírus. Com eventos cancelados no país pelo menos até o começo de setembro, nem mesmo um GP com portões fechados parece plausível. Jan Lammers, ex-F1 e atual diretor-esportivo da prova local, reconhece que uma corrida em 2020 “não parece provável”.
 
A tentativa de garantir um GP da Holanda pelo menos com portões fechados é uma situação nova para Lammers. Inicialmente houve a tentativa de ter uma prova com público, consequência do alto interesse local em Max Verstappen. O tempo passou, a pandemia se agravou, e agora mesmo uma prova disponível apenas pela TV já seria motivo de festa.
 
“Em um primeiro momento, minha reação foi de não querer [o GP da Holanda] sem a presença dos fãs”, disse Lammers, entrevistado pelo ‘Motorsport Week’. “Só que isso foi um mês atrás. De lá para cá, vemos que agora os fãs que compraram ingressos precisam fazer uma escolha: ou ver ele [Verstappen] correndo em Zandvoort, estando presentes lá, ou não ir para corrida alguma e ficar vendo pela TV. Essa é a alternativa, e eles aceitaram que querem ver a corrida ao menos pela TV. Eles aceitaram o fato e não culpam ninguém por isso. São fãs muito leais. Nesse momento ainda há interesse [dos fãs] em ir para Zandvoort, mas também aceitando que o ingresso segue válido para o ano que vem se não der para estar presente. Não parece provável que vamos correr aqui, mas a situação muda dia após dia”, seguiu.
'Zandvoort 2020' está cada vez mais perto de passar para 2021 (Foto: Jarno Schurgers/Red Bull Content Pool)
O plano atual da F1 é abrir a temporada em 5 de julho, data reservada para o GP da Áustria. As atividades no continente seguem até agosto, quando o foco passa a ser em provas na Ásia, isso em setembro e outubro. Trata-se de uma péssima notícia para Zandvoort, que não tem como receber um GP dentro do cronograma estabelecido pela F1. Seria o mesmo destino do GP da Holanda de MotoGP, que desfalca o calendário pela primeira vez desde 1949.
 
“Estamos trabalhando com uma janela muito estreita. Nós temos 1° de setembro [prazo atual do veto de eventos públicos na Holanda]. Não podemos falar nada sobre correr antes disso, a menos que algo substancial mude. Só que até mesmo uma corrida sem público ainda envolve umas milhares de pessoas presentes, o que é como um estádio lotado em um jogo amador de futebol. Qual é a posição do governo sobre isso? Se fizerem uma pergunta direta sobre isso, precisamos de uma resposta direta”, considerou Lammers.
 
O objetivo da F1 é realizar entre 15 e 18 provas na temporada 2020. Isso resultaria no cancelamento de ao menos quatro GPs dos 22 originais. Os da Austrália e de Mônaco são os únicos oficialmente excluídos até aqui.


 
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