F1
28/02/2018 18:00

GP in loco: Dia de neve em Barcelona prejudica testes e evidencia dificuldade política das equipes da F1

A F1 viveu um dia de testes incomum em Barcelona nesta quarta-feira (28). A neve que desabou sobre a região do Circuito da Catalunha prejudicou muito o trabalho das equipes e atrasou as atividades. Na verdade, apenas cinco carros foram à pista e só Fernando Alonso registrou tempo. Alguns times tentaram uma mudança na programação, mas a falta de consenso deixou evidente a dificuldade de encontrar um denominador comum no Mundial
Warm Up, DO CIRCUITO DA CATALUNHA / EVELYN GUIMARÃES, do Circuito da Catalunha
 A neve atrapalhou a manhã do terceiro dia de testes da F1 em Barcelona (Foto: Haas)


Desde o início da semana, as equipes já sabiam que a quarta-feira (28) seria o pior dia da pré-temporada em termos de condições climáticas em Barcelona, especialmente devido à chegada de uma massa polar que derrubou as temperaturas na Europa. Dito e feito. O terceiro dia de testes da F1 amanheceu com muita neve, o que atrasou o início da sessão em três horas. Quando os pilotos finalmente tiveram bandeira verde para trabalhar, a pista estava bastante molhada e fria. Pouca gente se arriscou nestas condições. Daniel Ricciardo, por exemplo, chegou a escapar do traçado em um dado momento. Além do australiano, outros quatro pilotos foram à pista: Fernando Alonso, Marcus Ericsson, Robert Kubica e Brendon Hartley.
 
A maioria deu apenas voltas de checagem de sistemas. O único que registrou tempo mesmo foi Alonso, já na hora final das atividades. O espanhol fechou a sessão com 2min18s545, tempo alto e sem qualquer margem de análise. Assim como o próprio dia. Diante das dificuldades, houve um movimento das equipes para tentar prorrogar a bateria de treinos nesta semana. Porém, os debates esbarram em opiniões e interesses diferentes, o que acabou por impedir qualquer consenso, uma vez que é necessário um acordo unânime. 
A neve atrapalhou a manhã do terceiro dia de testes da F1 em Barcelona (Foto: Haas)

Outro ponto é que o regulamento da F1 fala em oito dias de testes. Como a quarta-feira foi considerada como ‘dia trabalhado’, agora não há mais chance de uma mudança. Todo o imbróglio, então, serviu para mostrar o quanto a tomada de decisão no Mundial é complexa e o quanto a parte política pesa no momento de se encontrar um denominador comum.
 
Amanhã, já com um clima menos severo, os pilotos devem conseguir cumprir uma quilometragem maior. E o GRANDE PRÊMIO continua acompanhando as atividades AO VIVO, EM TEMPO REAL e 'IN LOCO' com a repórter Evelyn Guimarães.