GP Notícias: Reutemann morre, Hamilton se revigora e Austrália cai fora da F1 e MotoGP

A quarta-feira (7) foi marcada pela morte do ex-piloto Carlos Reutemann. O argentino enfrentava problemas de saúde desde maio e não resistiu. 'Lole', como era conhecido', teve um papel notório na política na Argentina

Carlos Alberto Reutemann, um dos maiores ícones argentinos no esporte a motor e reconhecido também pela atuação na política, morreu em sua cidade-natal, Santa Fe, aos 79 anos. A informação foi confirmada pela família do ex-piloto e senador da República. Casado há 15 anos com Verónica Ghio, sua segunda esposa, Carlos deixa duas filhas, ambas do primeiro casamento: Mariana e Cora, esta mãe do seu único neto, Santiago Bautista Diez Reutemann.

Nos últimos meses, ‘Lole’, como era conhecido, precisou ficar internado e seu estado clínico piorou ao sofrer com uma hemorragia digestiva. Mesmo após alta, Reutemann enfrentou um quadro de desidratação e febre e retornou à UTI. Nos últimos dias, a condição se tornou crítica, a ponto de o sobrinho, Federico Reutemann, admitir que o tio estava “muito mal”.

Carlos Reutemann morreu aos 79 anos (Foto: Ferrari)

Dos 21 pilotos que já defenderam a Argentina na Fórmula 1, Reutemann foi, de longe, o competidor que mais correu no Mundial: com 146 largadas na principal categoria do automobilismo mundial, Carlos conquistou 12 vitórias, metade do alcançado pelo maior nome do país no esporte a motor, o pentacampeão Juan Manuel Fangio.

A estreia de ‘Lole’ na Fórmula 1 foi surpreendente. Com o carro #2 da Brabham, marcou a pole-position correndo em casa, em Buenos Aires. A primeira vitória do piloto no Mundial foi no GP da África do Sul de 1974. No ano seguinte, fez grande campeonato para terminar em terceiro lugar, só atrás de Niki Lauda e Emerson Fittipaldi.

Companheiro de equipe do brasileiro José Carlos Pace nos tempos de Brabham, o argentino se transferiu para a Ferrari em 1977 e por lá ficou dois anos. Neste período, Reutemann conquistou cinco vitórias pela equipe italiana. Em 1979, teve uma passagem de apenas uma temporada pela Lotus antes de assinar pela Williams, onde viveria seu melhor momento na Fórmula 1.

LEIA TAMBÉM
+Carlos Reutemann, 1942-2021
+Hamilton revela que brigda com Verstappen ‘revigorou amor’ pela F1
+Renovação até 2023 ‘foi muito mais fácil’ que de 2021, fala Hamilton

Reutemann e Piquet travaram uma feroz batalha pelo título ao longo de toda a temporada de 1981. O brasileiro, pela Brabham; ‘Lole’, pela Williams. O argentino chegou a ter 17 pontos de vantagem para o adversário ao longo do campeonato, mas Piquet se mostrou mais regular e, com o quinto lugar no GP de Las Vegas, conseguiu superar Reutemann por apenas 1 ponto.

Carlos encerrou a carreira na Fórmula 1 na segunda corrida da temporada 1982. A despedida aconteceu no GP do Brasil, em Jacarepaguá.

No início dos anos 1990, Carlos enveredou para a política. Em 1991, foi eleito governador da província de Santa Fe representando o Partido Justicialista. Foram dois mandatos: entre 1991 e 1995 e entre 1999 e 2003. Em 7 de setembro daquele ano, foi novamente escolhido, daquela vez como senador da República pela província de Santa Fe.

‘Lole’ foi reeleito em 2009 para um novo mandato, com validade até 2015, quando apoiou a candidatura de Mauricio Macri, eleito presidente da Argentina no pleito daquele ano. Carlos foi novamente eleito, para seu último mandato, que se encerraria ao fim de 2021.

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

Enquanto isso, a Fórmula 1 sofreu mais uma baixa no calendário por causa da pandemia. Pelo segundo ano consecutivo, a organização do GP da Austrália anunciou o cancelamento do evento deste ano, que aconteceria em 21 de novembro. As restrições para a entrada no país, devido ao aumento de casos da chamada variante Delta, forçaram a decisão dos promotores. O mesmo se aplica também à etapa australiana da MotoGP, em Phillip Island, que estava agendada para 24 de outubro. O Mundial de Motovelocidade decidiu substituir a corrida por mais uma prova em Portugal.

O heptacampeão Lewis Hamilton também foi notícia. O inglês revelou que a disputa pelo título com Max Verstappen e o apoio da Mercedes ao movimento Black Lives Matter foram pontos decisivos para que a permanência na F1 por mais dois anos. O britânico acabou de assinar um novo vínculo com a equipe alemã.

“Agora estamos tendo essa briga parelha, sim, e isso me aproximou da equipe, dos engenheiros. Amo isso. Acho que isso revigorou meu amor pelo esporte e pelo que faço”, disse o homem que mais venceu corridas na história da Fórmula 1.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar