GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP da Itália de F1

A F1 vai correr em uma de suas pistas mais tradicionais neste fim de semana. O circuito de Monza, considerado ainda o mais veloz de todo o calendário, também será a última parada do Mundial na Europa. Por isso, o GRANDE PRÊMIO listou os cinco motivos para não se perder o GP da Itália

1) O MAIS VELOZ

Monza é como Spa-Francorchamps. Ou seja, o circuito por si só já é motivo suficiente para acordar cedo no Brasil e acompanhar os treinos e a corrida neste fim de semana. Além disso, a tradicional pista italiana, que fica dentro de um enorme parque na cidade que leva o mesmo nome, respira automobilismo, com os fanáticos torcedores da Ferrari por toda a parte e que invadem o parque com bandeiras vermelhas, ostentando o famoso Cavallino Rampante.
 
Tão antigo quanto a própria F1, o Autodromo Nazionale di Monza está cheio de grandes histórias e tem na rápida curva Parabólica seu maior destaque. Além disso, o traçado da Lombardia é o mais veloz de todo o calendário da F1. 
 
Em 2003, heptacampeão Michael Schumacher completou a mais rápida corrida realizada em Monza, com uma velocidade média de 247 km/h. O alemão terminou aquela prova em 1:14:19.838.  A volta mais veloz registrada na pista pertence a Rubens Barrichello. Na edição de 2004, o brasileiro foi o pole com o tempo de 1min20s089, a uma média de 260 km/h. Na corrida, o então piloto da Ferrari ainda cravou o giro mais veloz em 1min21s046, a uma velocidade de 257 km/h. Todas as marcas são recordes até hoje. 
Torcida bastante animada em Monza (Foto: Getty Images)
2) A PRIMEIRA VEZ DE VETTEL
 
Foi em Monza que Sebastian Vettel mostrou a que veio na F1. Debaixo de uma chuva torrencial, o jovem alemão partiu da pole-position com a simpática e pequena Toro Rosso e venceu praticamente de ponta a ponta o GP da Itália de 2008. Foi o primeiro triunfo de Vettel e o primeiro da esquadra italiana. Seb ainda se tornou o mais jovem piloto a vencer no Mundial e alcançou o feito empurrado pelos motores Ferrari. Talvez ali tenha começado a ligação com os italianos.
 
Agora, sete temporadas depois e quatro títulos mundiais no bolso, Vettel volta a Monza como piloto da Ferrari, em um ano de ressurgimento da equipe italiana depois de campeonatos bem decepcionantes e irregulares nos últimos anos. O tetracampeão já venceu duas vezes em 2015 e foi ao pódio sete vezes. É o terceiro colocado no Mundial e tem tudo para cair de vez nas graças dos tifosi. 
Sebastian Vettel sorri na Ferrari (Foto: AP)
3) É QUASE DE CASA
 
Para Felipe Massa, o GP da Itália é quase como se fosse o de casa. O piloto detém a simpatia dos torcedores italianos e, no ano passado, foi em Monza que conseguiu o primeiro pódio com a Williams, dando o pontapé inicial para uma segunda fase de campeonato bem mais competitiva. O mesmo pode ser esperar para este ano.
 
Além disso, o manhoso carro da equipe inglesa também aprecia a rápida pista italiana, que tem como características curvas de alta velocidade e pouco downforce, além de grandes retas. Ótima oportunidade também para a esquadra de Grove se redimir do vexame em Spa-Francorchamps, quando misturou os pneus do carro de Valtteri Bottas no pit-stop.
Massa manda beijos para fãs em Monza (Foto: Getty Images)
4) FOI UM ESTOURO

Na etapa da Bélgica, realizada há quase duas semanas, os pneus geraram preocupação. Nico Rosberg viu seu pneu traseiro direito explodir ainda nos treinos livres, enquanto Sebastian Vettel acabou perdendo o pódio depois de uma falha do composto da Pirelli no fim da corrida. O alemão da Ferrari se queixou, criticou a marca italiana e pediu respostas. 

 
Por conta do imbróglio, a fabricante de Milão iniciou uma investigação minuciosa e prometeu apresentar a conclusão neste fim de semana, em Monza. "Finalizamos a investigação dos pneus de Sebastian Vettel em Spa. Conclusões detalhadas das análises técnicas serão apresentadas em Monza", disse o diretor-esportivo da empresa, Paul Hembery. 
 
Para a etapa italiana, a Pirelli vai seguir a mesma combinação da prova belga, ou seja, vai entregar às equipes os pneus médios e macios. "Temos os compostos médios e macios, um passo mais macio que os do ano passado, o que deve ser de boa serventia para Monza e a ênfase na velocidade que o circuito sempre coloca. Estamos esperando um nível justo de degradação, então, como sempre, o trabalho feito durante os treinos livres vai ser muito importante no que diz respeito a calcular a estratégia", completou o ingês.
Monza terá pneus médios e macios (Foto: AP)
5) ANÚNCIOS E FESTAS
 
O GP da Itália é a última parada da F1 na Europa. Depois da etapa em Monza, o Mundial segue para Cingapura e vai fazer o tour na Ásia e voar para as Américas na sequência. Por isso, as equipes aproveitam a última prova europeia também fazer os anúncios para o próximo ano. E um exemplo é a Williams.
 
Em 2014, a equipe inglesa, que tem como principal patrocinadora a Martini, tradicional fabricante de bebidas italiana, usou a prova em Monza para anunciar a permanência de Felipe Massa e Valtteri Bottas no time por mais uma temporada. O mesmo deve acontecer neste ano. 
 
Outro negócio que deve ser confirmado na Itália é a compra da Lotus pela Renault. Conforme noticiou a revista inglesa ‘Autosport’, a marca francesa vai passar a ter 65% da esquadra que já foi sua pagando pelas ações £ 65 milhões — algo em torno de R$ 360 milhões. A primeira parcela tem de ser paga agora, valendo £ 7,5 milhões — próximo a R$ 41,5 milhões —, e o restante vai ser pago em suaves prestações iguais nos próximos dez anos.
 
Além disso, o GP italiano também é cercado de festas e celebridades.

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