GRANDE PRÊMIO adquire direitos e transmite GP de Mônaco Histórico com carros de F1

GPTV e plataformas digitais do GRANDE PRÊMIO transmitem a 15ª edição do evento que acontece entre 24 a 26 de abril nas ruas do Principado

O GRANDE PRÊMIO anuncia nesta quinta-feira (23) a aquisição dos direitos de transmissão do GP de Mônaco Histórico. A 15ª edição do evento, que é bianual, acontece neste fim de semana de 24 a 26 de abril e celebra uma história de quase 40 anos — de 1946 a 1985 —, com carros de F1 e de períodos antes do surgimento do campeonato. A corrida principal traz como grande homenageado Ayrton Senna.

A transmissão será exclusiva em território brasileiro e multiplataforma, com exibição ao vivo no sábado e no domingo na GPTV, canal FAST do GRANDE PRÊMIO com presença em LG Channels (801), TCL Channels (1011), app e site SóPlay, app do GRANDE PRÊMIO (disponível na App Store e Google Play) e sinal aberto 24 horas no canal da GPTV no YouTube, além das plataformas digitais @grandepremio no YouTube e no TikTok.

Serão três janelas de transmissão durante dois dias, começando pelo sábado às 3h05, 6h00 e 9h00, e completando no domingo às 2h45, 6h30 e 10h00 — todos nos horários de Brasília, GMT-3. As narrações serão de Breno Monsef e Yuri Queiroga e os comentários ficam com Giovani Danjo e Daniel Schattschneider.

“Exibir um evento como o GP de Mônaco Histórico é uma celebração ao automobilismo, o resgate de momentos que marcaram gerações com carros que representavam o máximo de suas épocas e a oportunidade de mostrar ao público mais jovem o que era a Fórmula 1 antigamente, sem as tecnologias e traquitanas dos dias atuais”, disse Victor Martins, diretor executivo do GRANDE PRÊMIO. “E, no fim das contas, quem disse que não haveria F1 em abril depois dos adiamentos das corridas da temporada 2026?”, completou, em referência aos GP de Bahrein e Arábia Saudita que foram removidos do calendário em razão da guerra no Oriente Médio.

Os carros do GP de Mônaco Histórico são divididos em diversas classes dentro de oito grids. Homenagens e comemorações estão planejadas no circuito do Principado, e várias páginas da história do automobilismo serão viradas, com direito a sons, vibrações e cheiros.

A Corrida A1 contém 2 classes: a A1 é reservada exclusivamente para carros do período pré-guerra, considerando que os Bugatti (35, 37 e 51) e o Maserati são o DNA do GP de Mônaco. Todos os modelos têm mais de 1500 cc. Já a A2 absorve os carros pós-guerra com motores dianteiros com menos 1500 cc.

A Corrida A2 absorve carros de GP com motor dianteiro fabricados antes de 1961 e é dividida em:
+ Classe 1: veículos fabricados entre 1 de janeiro de 1946 e 31 de dezembro de 1953, equipados com motor sobrealimentado de cilindrada máxima de 1500 cc ou com motor não sobrealimentado de cilindrada máxima de 4500 cc.
+ Classe 2: carros de Fórmula 2 construídos antes de 31 de dezembro de 1953, com motor sem sobrealimentação e cilindrada máxima de 2000 cc.
+ Classe 3: carros de Fórmula 1 construídos entre 1 de janeiro de 1954 e 31 de dezembro de 1960 com motores sem sobrealimentação de cilindrada máxima de 2500 cc ou motores com sobrealimentação de cilindrada máxima de 750 cc.
+ Classe 4: Carros fora das classes 1, 2 e 3, mas que possuem uma ligação histórica com aqueles que participaram do Campeonato Mundial de Fórmula 1 entre 1950 e 1960.

A Corrida B tem carros de F1 com motor traseiro, 1500 cc, que competiram em Mônaco entre 1961 a 1965 e na F2 de 1956 a 1960, separados em:
+ Classe 1: F2 construída entre 1º de janeiro de 1956 e 31 de dezembro de 1960.
+ Classe 2: automóveis equipados com motor de 4 ou 6 cilindros.
+ Classe 3: automóveis equipados com motor de 8 ou 12 cilindros.

A Corrida C apresenta carros de corrida esportivos de 1952 a 1957 com motor dianteiro, dividida em:
+ Classe 1: veículos com cilindrada inferior a 2 L
+ Classe 2: veículos com motor de cilindrada superior a 2 L equipados com freio a tambor.
+ Classe 3: veículos com motor de cilindrada superior a 2 L equipados com freios a disco.

A Corrida D, batizada de Jackie Stewart, traz carros de Fórmula 1 3 L de 1966 a 1972, com as seguintes divisões:
+ Classe 1: carros construídos ou que competiram na Fórmula 1 entre 1º de janeiro de 1966 e 31 de dezembro de 1969.
+ Classe 2: veículos fabricados entre 1º de janeiro de 1970 e 31 de dezembro de 1972, equipados com motor Ford-Cosworth DFV.
+ Classe 3: veículos fabricados entre 1 de janeiro de 1970 e 31 de dezembro de 1972, equipados com outros motores.

Na Corrida E, em homenagem a Niki Lauda, competem carros de F1 3 L fabricados entre 1973 a 1976 em duas classes:
+ Classe 1: automóveis equipados com motor Ford-Cosworth DFV
+ Classe 2: veículos equipados com outros motores

Niki Lauda com o carro da Ferrari durante o GP de Mônaco (Foto: Reprodução)

A Corrida F (Gilles Villeneuve) abraça os carros de F1 3L de 1977 a 1980, divididos em:
+ Classe 1: carros não projetados para explorar o efeito solo.
+ Classe 2: Veículos projetados para explorar o efeito solo, equipados com motor Ford-Cosworth DFV.
+ Classe 3: Carros projetados para explorar o efeito solo, equipados com outros motores.

Por fim, a Corrida G traz Ayrton Senna como o grande homenageado e carros de F1 de 1981 a 1985, separados em:
+ Classe 1: Veículos equipados com motor aspirado
+ Classe 2: Veículos equipados com motor turbo

GP de Mônaco Histórico: a linha do tempo dos carros de Fórmula 1

Há 100 anos (1926), a Maserati fez sua estreia nas pistas. Além da presença potencial na Corrida A1 (modelos elegíveis: 26, 26B, 26C, 26M até 4CL, passando por 8C, 4CM, V8RI, 8CM, 6C-34, 6CM e 8CTF), os belos e rebeldes italianos envolvidos na Corrida A2 são, além do 250F (vencedor com Stirling Moss há 70 anos (1956) e com Juan-Manuel Fangio em 1957), o 4CL, 4CLT/48, A6GCM e A6GCM. Na Corrida C, a ACM ainda espera contar com a participação dos modelos 150S, 250S e 300S.

Há 80 anos (1946), surgiu o primeiro Gordini idealizado por Amédée, o gênio francês de ascendência italiana, e há 70 anos (1956), ocorreu a última aparição de um Gordini no campeonato, no GP da Itália em Monza. Foi somente com a Matra, em 1967, em Mônaco, que um carro azul voltou a aparecer na Fórmula 1.

Há 60 anos (1966), entraram em vigor novos regulamentos para os motores da Fórmula 1 (3 L, sem turbo), permitindo que a McLaren fizesse sua estreia na categoria. Ao volante estava o fundador da marca, Bruce McLaren, vencedor do GP de Mônaco em 1962, a bordo de um Cooper-Climax, carro que hoje é frequentemente inscrito em sua versão histórica. Seis décadas depois, a equipe inglesa, agora gerenciada por Zak Brown, está na vanguarda da Fórmula 1 moderna. O histórico da McLaren em Mônaco fala por si só: 58 participações, com 15 vitórias, 11 poles e 28 pódios. No entanto, a última vitória da marca inglesa no Principado data de 2008, graças a Lewis Hamilton.

Há também 60 anos (1966) , Guy Ligier estreou na Fórmula 1 com um Cooper equipado com um motor Maserati V12. Dez anos depois, há 50 anos (1976), a Ligier estreou na F1 como fabricante no GP do Brasil, com um JS5 equipado com motor Matra e pilotado por Jacques Laffite, que mais tarde se tornou um JS7 em 1977. O primeiro feito notável do carro foi uma pole-position na Itália, em Monza, graças à potência do motor francês V12. Naquele mesmo ano, o então jovem Alain Prost estreou em monopostos, vencendo a Fórmula Renault Francesa.

Há 30 anos (1996), graças a Olivier Panis, a Ligier conquistou sua única vitória no GP de Mônaco, a única vitória de um carro francês no pós-guerra. Acima de tudo, foi o último sucesso da Ligier na Fórmula 1 (9 no total) antes da equipe francesa ser vendida para Flavio Briatore, que por sua vez a repassou para Alain Prost.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!