Grid invertido e corrida de classificação: F1 retoma ideia para etapas na Áustria e Inglaterra

Segundo informa o site britânico ‘The Race’, o Liberty Media propôs, em reunião com a Fórmula 1 e as equipes na última sexta-feira, testar um novo formato de fim de semana em uma das etapas no Red Bull Ring e em Silverstone. Contudo, para que a proposta vá em frente, é preciso de aprovação unânime dos 10 times

Há algum tempo, a F1 já discute nos bastidores a possibilidade de testar novos formatos de fim de semana de competição. Em outubro do ano passado, Ferrari e Mercedes vetaram a ideia de mudança no treino classificatório dos GPs da França, Bélgica e Rússia de 2020. A sessão que definiria o grid seria substituída por uma corrida ‘sprint’ de 100 km, com o alinhamento inicial definido pela classificação inversa da tabela do campeonato, e o resultado desta prova seria a ordem de largada para a corrida de domingo. Agora, com a novidade que se avizinha para a temporada 2020, de dois GPs seguidos na Áustria e na Inglaterra, a proposta foi novamente levantada pelo Liberty Media em reunião eletrônica com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e as equipes na última sexta-feira (29). A informação é do site britânico ‘The Race’ e da publicação norte-americana ‘Motorsport.com’.  

A empresa dona da Fórmula 1 trabalha com a ideia de aproveitar a chance ímpar de ter duas corridas seguidas no mesmo lugar — o governo austríaco já liberou os GPs no Red Bull Ring para os dias 5 e 12 de julho, com portões fechados — para fazer uma comparação com os dois formatos num espaço de poucos dias. Segundo a proposta, enquanto o primeiro fim de semana na Áustria e na Inglaterra teria o padrão convencional de classificação, com uma sessão dividida em três segmentos, no segundo aconteceria a adoção da corrida de classificação, com duração de 30 minutos, no sábado, para definir o grid de largada no domingo.

A F1 tenta, novamente, testar novos formatos para o fim de semana de GP (Foto: Renault)

A FIA demonstrou apoio total à proposta do Liberty Media. Entretanto, para que a medida seja aprovada e passe a valer nesta temporada, é preciso a aprovação unânime das 10 equipes do grid. Segundo informa a publicação inglesa, preliminarmente — ou seja, em caráter não-oficial —, somente a Mercedes, time que domina o Mundial desde 2014, não aprovou a ideia, enquanto as outras participantes se comprometeram a avaliar de uma maneira mais ampla antes da votação, prevista para o começo de junho.   Com a perspectiva de início da temporada 2020 em julho — restando somente a divulgação oficial do cronograma por parte da Fórmula 1 —, e com cerca de um mês para a abertura do campeonato, a FIA precisa de uma boa antecedência para determinar as regras para o funcionamento de um formato que jamais foi adotado antes para a F1.  

No ano passado, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, justificou o voto contrário à proposta do Liberty Media de testar um novo formato na F1.   “Eu fiz isso porque nós temos a responsabilidade de preservar o DNA da F1”, comentou Wolff. “Pareceu errado [ter grid invertido]. Não porque queríamos ter uma vantagem, já que poderia ter sido bom para nós ter a Ferrari atrás, considerando o ritmo atual de classificação. Eu votei contra porque, olhando para a final dos 100m rasos nas Olimpíadas, você não faz o Usain Bolt largar cinco metros atrás só para ter um final empolgante”, explicou o austríaco.  

À época, o veto defendido pela Mercedes foi um baque para Ross Brawn, grande nome por trás da proposta do Liberty Media. O dirigente acredita que não faria mal tentar algo diferente e estudar formas de melhorar a F1.   “A gente só estava pedindo a chance de ter três corridas para testar o formato. Se não funcionar, assumimos a culpa. Se funcionar, ótimo. Se for um meio-termo, podemos trabalhar em cima disso para desenvolver um formato. É frustrante que a gente não tenha conseguido fazer, mas infelizmente esse é o problema clássico da F1”, lamentou.  

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