F1

Grosjean diz que ser demitido da Haas “nunca foi temor”, mas assume: “Há pressão na F1 o tempo todo”

Romain Grosjean estará na F1 em 2019, com a mesma Haas pela qual pilota há três anos. Mas, no começo de 2018, houve quem afirmasse que ele deixaria o grid da categoria graças a má fase que vivia. O francês, porém, virou o jogo e, ao GRANDE PRÊMIO, disse que nunca temeu ser demitido
Warm Up / FELIPE NORONHA, de São Paulo
 Romain Grosjean (Foto: Haas)
Romain Grosjean demorou nove corridas para pontuar na temporada 2018 da F1 e, antes disso, passou por três abandonos, além de não terminar nenhuma corrida acima do 11° lugar.

Por estes motivos, houve quem afirmasse que sua demissão, se não durante a temporada, ao menos para a próxima, estaria iminente. Mas ele "virou o jogo", passou a pontuar com frequência desde o GP da Áustria e fez segunda parte de 2018 para ganhar nova chance na Haas.

Ao GRANDE PRÊMIO, durante entrevista exclusiva em Interlagos, ele comentou tal situação, mas disse que nunca temeu o pior.

"Eu nunca estive preocupado. Eu sabia que se eu continuasse a fazer o que estava fazendo na temporada eu não ficaria, mas em certo ponto eu voltei para onde eu queria estar. Mas não estava preocupado", afirmou.
Romain Grosjean (Foto: Haas)
Sobre as dúvidas se estaria sob contrato em 2019, comentou: "É claro que é sempre melhor saber o que você vai fazer no futuro, mas não é nada pelo qual não passei antes e, como eu disse, pressão está sempre presente na F1, mesmo quando você está sob contrato. Você vê por aí pilotos com contrato e que não estão correndo."

"Na F1 há pressão o tempo todo. Mesmo quando você tem um contrato você não tem certeza de que estará na próxima corrida. Então você precisa se manter humilde, você precisa se manter fazendo o melhor que pode e fazer o seu trabalho", completou.
Romain Grosjean (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Grosjean acabou 2018 em 14°, com 37 pontos - sua melhor pontuação nos três anos com a Haas. A equipe terminou em quinto o Mundial de Construtores e, para o francês, essa é a meta para 2019.

"Acho que para nós, provavelmente, nosso alvo para o próximo ano é ser quinto novamente", finalizou.

Ele teve o contrato renovado em setembro, tal como seu companheiro Kevin Magnussen. "É impressionante ver o que essa equipe alcançou em relativamente pouco tempo. Por ser alguém que esteve desde o começo, eu tenho muito orgulho do tempo, esforço e sacrifício que foi aplicado para tornar a Haas tão competitiva. Fico muito feliz por continuar na Haas", disse à época o piloto.