Grosjean diz que “seria legal” retornar à Renault para temporada 2021

Romain Grosjean desenvolveu forte vínculo com a Renault antes de apostar no projeto da Haas. Ainda sem contrato para 2021, o piloto admite que o retorno “seria uma história legal”

Romain Grosjean estreou na Fórmula 1 pela Renault em 2009 e, mais de uma década depois, não descarta um retorno às origens. O francês, com contrato vencendo com a Haas no fim de 2020, diz que seria “uma história legal” retornar à escuderia amarelada para formar dupla com Esteban Ocon na temporada 2021.

Esta seria a terceira passagem de Grosjean pela mesma equipe, mas em encarnações diferentes. Além da Renault na reta final de 2009, o piloto também esteve na Lotus entre 2012 e 2015, isso antes de ir para a Haas em 2016.

“Seria uma história legal. Eu passei dez anos em Enstone e eles financiaram a maior parte da minha carreira. Além disso, o último pódio de Enstone é meu”, recordou Grosjean, entrevistado pela ESPN. “Acho que seria legal voltar, mas também seria legal ficar na Haas ou tentar outra equipe. Ainda não fizemos nenhuma corrida, mas já estamos falando sobre o próximo ano, que é algo estranho. Estamos chegando em julho, que é o começo da silly season, mas eu acho melhor voltar primeiro a correr e ver como o carro se comporta”, seguiu.

Romain Grosjean ainda está na Haas, mas flerta com a Renault (Foto: Haas)

Grosjean desenvolveu vínculo forte com a Renault ao longo dos anos, mas não tem grandes memórias da passagem pela equipe de F1 em 2009. O francês chegou na categoria sem muita preparação, precisando substituir o defenestrado Nelsinho Piquet. O resultado foi uma sequência de sete corridas complicadas, com o então novato incapaz de conseguir mais do que um 13° lugar.

Já se imaginava que o mercado de pilotos ficaria frenético, dado o alto número de pilotos com contratos vencendo no fim de 2020. Só que a bomba explodiu ainda cedo: Vettel optou por deixar a Ferrari, abrindo caminho para Sainz como substituto. Depois, Ricciardo assinou com a McLaren, entrando na vaga do espanhol. Tudo isso antes mesmo do campeonato começar.

“Tivemos algumas surpresas, a maior de todas foi a do Sebastian [Vettel]. Algumas decisões eu provavelmente faria diferente, mas entendo e foi divertido acompanhar. O Carlos [Sainz] foi para a Ferrari e o Ricciardo teve uma boa oportunidade na McLaren. Ainda há uma vaga na Renault que pode ser atrativa no futuro. O mercado está interessante, com algumas vagas sobrando, e acho que todo mundo vai separar um tempo para pensar nisso”, encerrou.

A temporada 2020 da F1 começa em menos de duas semanas. O primeiro GP é o da Áustria, marcado para 5 de julho. A corrida no Red Bull Ring ocorre com portões fechados.

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