Grosjean lamenta falta de oportunidades para “geração 1986/87” em equipes grandes da F1

Romain Grosjean está saindo da Fórmula 1 no fim desta temporada. Em entrevista, o franco-suíço destacou as poucas oportunidades que pilotos de sua geração tiveram nas maiores equipes do grid e contou qual seu grande arrependimento na carreira

Romain Grosjean só tem uma certeza no fim de 2020: não vai seguir na Haas. Qualquer outra informação sobre o futuro, o franco-suíço ainda não sabe responder, nem mesmo se vai seguir correndo a partir do próximo ano.

“Eu acredito que definitivamente não vou correr na Fórmula 1 no próximo ano. Nunca digo nunca, mas parece que o grid está cheio e não há nenhuma vaga disponível. Isso significa que no futuro não vão existir oportunidades? Não sei. Mas, neste momento, sei que a chance de não correr na Fórmula 1 em 2021 é de 99,9%”, afirmou ao podcast In the Pink.

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Grosjean ainda defendeu o que ele chama de “geração de 1986 e 1987”. Segundo o piloto da Haas, ele e vários companheiros de grid destes anos foram esnobados pelas equipes nas últimas temporada.

Grosjean está na Haas desde 2016 (Foto: Haas)

“Se eu for pensar bem, a geração de 1986 e 1987 foi a que entrou no momento errado. Paul di Resta, Nico Hülkenberg, eu mesmo e até Sébastien Buemi. Nós chegamos [na F1] quando os principais assentos estavam tomados por experientes que não deixariam a categoria. Os mais jovens chegaram depois e nós nunca tivemos nossa chance. É a vida, não temos muito controle sobre isso”, disse o piloto de 34 anos.

“Estar 10 anos na Fórmula 1 é incrível e acho que alcancei o que desejava. Obviamente, queria ser campeão mundial, mas você descobre que sem a ferramenta ideal, não há chance. Espero que isso mude no futuro porque acho que se a F1 não fosse dominada por uma equipe, estaria em um lugar muito melhor”, acrescentou.

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O piloto franco-suíço entrou na categoria durante a temporada 2009, pela Renault, substituindo Nelsinho Piquet. Seu primeiro ano completo, no entanto, foi apenas em 2012, pela mesma equipe — então renomeada Lotus — onde ficou até o fim de 2015, quando mudou-se para a Haas. Na entrevista, Grosjean fez um balanço de parte da sua carreira na F1.

“Talvez meu único arrependimento seja a Lotus entrando em falência em 2014. Depois de um brilhante 2013, estávamos no caminho de algo grande e, bem, eu não recebi ofertas de um time maior. Kimi [Räikkönen] foi para a Ferrari e eu fiquei na Lotus que só despencou. Então, aceitei o desafio da Haas [em 2016], que foi uma ótima experiência. Infelizmente, nos últimos dois anos não tivemos velocidade necessária. Acho que foi meu único arrependimento”, finalizou.

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