F1
28/07/2016 16:43

Grupo de Estratégia acaba com plano da FIA e decide adiar introdução do Halo nos carros da F1 em 2017

A F1 decidiu adiar o uso do Halo, a peça que visa aumentar a segurança dos cockpits dos carros do Mundial. O Grupo de Estratégia, reunido em Genebra nesta quinta-feira (28), voltou atrás nos planos da FIA e decidiu por mais tempo. As regras quanto às restrições das mensagens de rádio também foram abolidas
Warm Up / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba
 Pierre Gasly (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

E a F1 optou por adiar a introdução do Halo. Naquela que poderia ter sido uma decisão histórica para a maior das categorias do automobilismo mundial, o Grupo de Estratégia freou a vontade da FIA e quis por bem vetar a peça para a temporada 2017. O recurso, que vinha sendo desenvolvido e avaliado tanto por equipes quanto pela própria entidade, visa ampliar a segurança do piloto dentro do monoposto. Só que agora, diante do caminho tomando pelos principais representantes do Mundial, o equipamento não fará partes dos carros no próximo ano. Mas isso não quer dizer que o elemento foi descartado.

Nesta quinta-feira (28), representantes da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e da FOM (Formula One Management, liderada por Bernie Ecclestone), além das seis principais equipes do grid - o chamado de Grupo de Estratégia -, estiveram reunidos em Genebra, na Suíça, para discutir a aprovação do Halo, depois de uma longa apresentação feita aos pilotos na semana passada, na Hungria. E, embora a maioria dos competitores tenha se mostrado a favor da peça, ficou decidido mesmo pelo adiamento. Ao menos para o próximo campeonato. A justificativa é a de que o Halo ainda precisa de um maior desenvolvimento.
A Ferrari testou a segunda versão do Halo na Áustria (Foto: Reprodução/Twitter)

A polêmica peça já foi testada na pré-temporada, primeiramente pela Ferrari, e também em algumas sessões livres pela própria equipe italiana e, mais recentemente, pela Red Bull, durante os testes coletivos em Silverstone. O dispositivo não agrada pela sua estética, a ponto de Lewis Hamilton, tricampeão do mundo, definir o Halo como a “pior modificação da história da F1”.

Nos últimos meses, o equipamento deu origem a muitos debates, com pilotos como Felipe Massa e Sebastian Vettel se posicionando em favor da adoção do Halo na F1 o quanto antes - e também contrários, legando que a adoção do Halo poderia acabar com a essência dos monopostos.

O elemento que foi apresentado como alternativo foi o Aeroscreen, desenvolvido pela Red Bull. O equipamento, no entanto, acabou sendo reprovado nos testes de impacto, e a FIA decidiu por descartá-lo
Pierre Gasly (Foto: Mark Thompson/Getty Images)
A FIA vinha em uma cruzada para tentar aprovar o Halo como forma de melhorar a segurança dos cockpits. A preocupação da entidade estava em evitar consequências mais graves de acidentes como os sofridos por Justin Wilson, na prova da Indy em Pocono no ano passado, e o de Jules Bianchi, em 2014 no Japão, além, é claro, de impactos como o sofrido por Felipe Massa, em 2009.

Além da discussão sobre o Halo, o Grupo de Estratégia também decidiu abolir as restrições das mensagens de rádio, com efeito imediato. A exceção é só a volta de apresentação. O encontro ainda tratou das questões envolvendo os limites de pista. 

Confira na íntegra o comunicado da FIA:

O Grupo de Estratégia concordou por unanimidade que a temporada 2018 vai ver a introdução do Halo, a proteção frontal do cockpit, nos carros da F1, com o objetivo de melhorar significativamente a segurança dos pilotos.

Ficou decidido que, devido ao tempo relativamente curto até o início de 2017, seria mais prudente usar o restante deste ano e o início do próximo para avaliar melhor o potencial de todas as opções antes de uma confirmação final.

Isso vai incluir também a realização de múltiplos testes de pista, com o sistema Halo, em treinos livres durante o resto desta temporada e também na primeira parte do campeonato de 2017.

Enquanto o Halo é atualmente a opção preferida, uma vez que fornece a solução mais abrangente até esta data, o consenso entre o Grupo de Estratégia é de que um ano a mais de desenvolvimento poderá resultar em uma opção mais completa.

O Halo continua segundo um forte candidato para 2018.

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