F1

Grupo de Estratégia deixa discussão sobre controle de custos de lado e abre estudo para adoção de carros clientes, diz site

A F1 pode passar a contar com carros clientes nos próximos anos. A proposta foi aventada pelo Grupo de Estratégia, reunido nesta quinta-feira (14). A ideia foi colocada na mesa como forma de acalmar as discussões sobre o controle dos custos no Mundial
Warm Up / Redação GP, de Curitiba
 Hamilton já vinha perdendo posição também para Bottas (Foto: AP)
A F1 aparece agora aberta à introdução do uso de carros clientes - a compra e uso de chassi de outra fabricante - para os próximos anos . E quem surge como peça importante de apoio à medida é o chefe da McLaren, Ron Dennis. O inglês ajudou a convencer os membros do Grupo de Estratégia a fazer um estudo oficial sobre a viabilidade da proposta.

Depois de uma longa reunião nesta quinta-feira (14), as equipes agora vão juntar ideias de como esse formato pode funcionar no Mundial, se for realmente necessário. É provável que as novas medidas sejam finalizadas antes do próximo encontro da Comissão de F1 e do Conselho Mundial do Esporte a Motor, que acontece em julho.

Entende-se que as equipes independentes já existentes, como Lotus, Sauber, Force India e Manor Marussia, ainda não decidiram nada quanto à ideia de usar o formato de carros clientes.
F1 pode adotar sistema de carros clientes (Foto: AP)
De acordo com o site da revista 'Autosport', uma série de propostas para o corte nos custos esteve em pauta na reunião do Grupo de Estratégia, como a proibição do uso do túnel de vento e a mudança para o sistema CFD — dinâmica dos fluidos computacional, em tradução livre, o que implicaria em uma redução no orçamento entre US$ 15 a 20 milhões por ano, algo entre R$ 45 e 60 milhões.

Porém, as medidas para o controle dos gastos pouco avançaram devido às conversas sobre a utilização de carros clientes em um futuro próximo.

Os chefes da Ferrari, da Mercedes, da Red Bull, da Williams, da Force India e da McLaren estiveram presentes ao encontro, que foi capitaneado também por Bernie Ecclestone, o diretor comercial da F1, e por Jean Todt, o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

Também segundo a imprensa europeia, a entidade máxima do esporte a motor deve enviar ainda nesta sexta-feira um comunicado sobre as decisões tomadas na reunião do Grupo de Estratégia da F1.