GUIA 2020: Com ‘Mercedes rosa’, Pérez vira favorito na ‘F1 B’. Quem são os rivais?

Sergio Pérez pode estar no lugar certo na hora certa: naquela que parece uma Racing Point capaz de dominar o segundo escalão da F1 com folga. Mas há nomes que podem dificultar a vida do mexicano - e de Lance Stroll, claro

 

 

Quando os testes de pré-temporada da Fórmula 1 se completaram em Barcelona, ainda lá em fevereiro, os analistas e fanáticos pelo esporte se surpreenderam: a Racing Point parece ser quem dita os rumos da história que a categoria vai contar em 2020. Internamente, a equipe pensa até em bater a enfraquecida Ferrari; com os pés no chão, há quem enxergue os rosas, pelo menos, como favoritos a vencer a ‘F1 B’, o segundo escalão. 

Tudo isso não só pelas marcas alcançadas, mas também pelo carro da equipe ser, basicamente, uma cópia da Mercedes – assumidamente. Bom para dois nomes: Lance Stroll, o filho do dono da equipe, e Sergio Pérez. Especialmente para o mexicano.

Isso pois o piloto de 30 anos foi quem alcançou as melhores marcas com o novo RP20. E, mesmo contido, foi positivo nas declarações após os testes: de um carro com “bastante potencial” para a previsão de que vai brigar de forma competitiva, mesmo que ainda haja espaço para melhora. 

Se o sonho é bater a Ferrari, a realidade provavelmente será de brigar pelo que a McLaren conquistou em 2019: o quarto lugar no Mundial de Construtores, vencendo a disputadíssima batalha do meio do grid. 

A McLaren vem, então, como a principal adversária neste quesito: nada indica que os carros laranjas pioraram em relação a 2019, por mais que, também, nenhuma evolução grande tenha sido indicada. Assim, Carlos Sainz, sexto em 2019 (melhor da ‘F1 B’), pinta como quem deve causar uma luta em espanhol por esse ‘título’ em 2020 com Pérez.

O espanhol, inclusive, já mostrou preocupação com o crescimento da Racing Point, considerando a rival a mais “perigosa” postulante a roubar seu cargo de “melhor do resto”.

Lando Norris, por consequência, entra na ‘cota Stroll’, aquele que tem um carro para brigar, mas não é o favorito dentro da equipe – por mas que, em termos de talento, seja superior ao canadense. Em seu segundo ano, pode mostrar evolução suficiente para andar de igual para igual com Sainz, coisa que conseguiu em diversos pontos da temporada passada.

Carlos Sainz visa defender o top-4 da McLaren, mas também já sonha com a Ferrari (Foto: McLaren)

Sainz também citou a AlphaTauri como possível candidata, e isso traz para a briga Pierre Gasly. Se empolgação e vingança podem se traduzir em realidade, é inegável que o pódio no mais recente GP do Brasil e a vontade de mostrar que a Ferrari acertou ao chamá-lo para o lugar de Sebastian Vettel em 2021 podem fazê-lo brilhar.

Outros três em outras equipes tem o talento para dominar o meio do grid: dois que já andaram na outra parte, na de cima, e um que muitos apostavam que logo estaria por lá, mas que questões contratuais atrasaram sua ascensão.

Kimi Räikkönen, é claro, está na F1 por hobby, como ele mesmo diz. Mas, quando afim de brilhar, faz a Alfa Romeo render, como em Barcelona.

Daniel Ricciardo vai entrar na briga, mas é outra com a cabeça em 2021, quando vai assumir o lugar de Carlos Sainz na McLaren (Foto: Renault)

Já a Renault cai em seu problema constante desde o retorno à F1: tem dinheiro, promete muito, não rende. Daniel Ricciardo, por exemplo, já acertou com a McLaren para 2021. E Esteban Ocon só quer provar que merece estar na categoria, após um ano no limbo. Os franceses conseguem dar, enfim, um carro que cumpra o que foi dito há anos – de que a equipe havia voltado à F1 para brigar?

Pérez tem a vantagem de ser considerado favorito em meio a nomes os quais não costuma bater na pista. Aos 30 anos, é sua melhor chance na categoria, de provar seu talento de quando era apenas um jovem promissor. É a melhor – e, provavelmente, a última. Se não vencer com este carro, pode não sobreviver às mudanças da RP para Aston Martin e todo o dinheiro dos Stroll em 2021.

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