GUIA 2021: Vettel se veste de verde em busca de redenção e nova chance de brilhar na F1

Antes preterido pela Ferrari, tetracampeão mundial desembarca na Aston Martin valorizado e com status de estrela recuperado. Agora, basta o tempo dizer se a aposta de Vettel o colocará sob os holofotes novamente

Entre 2015 e 2020, a carreira de Sebastian Vettel foi duramente flagelada por sua passagem pela Ferrari. O tetracampeão não perdeu apenas os cabelos em Maranello. Teve a credibilidade questionada por críticos e fãs e viu seu status de fenômeno diminuído. Com um ou outro momento brilhante, no geral, Vettel perdeu muito mais do que ganhou com sua ida à Itália. E para o lado Ferrarista, a máxima também é verdadeira, visto que os mundiais esperados não chegaram e a fase por lá não é uma das melhores.

Com o contrato terminando em 2020, Seb dava a impressão de estar em péssimos lençóis. Não continuaria na Ferrari em 2021 e para onde iria? Haveria esperança e um novo começo? Sim. Quando tudo parecia degringolar para, talvez, um fim melancólico de carreira, uma luz apareceu no fim do túnel. A luz verde da britânica Aston Martin.

É verdade que a expectativa pela ascensão relâmpago da equipe, que volta à categoria após 61 anos de ausência, era enorme para a pré-temporada. E o que foi visto durante os testes em solo barenita foi um grande balde de água fria. A equipe britânica sofreu com o câmbio fornecido pela Mercedes, que mostrou problemas com superaquecimento e inclusive tirou o alemão de combate na manhã do segundo dia de testes.

Apesar da quebra de expectativas logo de cara, a Aston Martin renasce com um potencial enorme de desenvolvimento ao longo do ano e no futuro. Tendo o bilionário canadense Lawrence Stroll por trás, que não poupará recursos para levantar o patamar da equipe, e um projeto ambicioso de vencer um mundial no período de até 5 anos, Vettel está em um grupo que anseia vitórias, conquistas e progresso. E essa missão, passará diretamente pelo alemão, que agora, se sente genuinamente valorizado.

Na Ferrari, o alemão chegou em 2015 com um status muito elevado. Tetracampeão mundial à época, vindo de temporadas fabulosas na Red Bull, Vettel era a aposta certa para qualquer um que desejava ser vitorioso na categoria. Parecia o casamento perfeito. A tradicional equipe italiana, chegando com um projeto de voltar ao topo e o alemão querendo reeditar os passos de seu grande ídolo no esporte a motor, Michael Schumacher, cinco vezes campeão pela Ferrari, em um total de sete títulos.

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Sebastian Vettel em sua passagem pela Ferrari (Foto: Ferrari)

Mas nada disso aconteceu. Com o início da era híbrida e o domínio absoluto da Mercedes na categoria, a Ferrari passou por anos tenebrosos. Viu o rendimento cair e o projeto falhar aos poucos. Verdade que em anos como 2018 e 2019, Vettel chegou a liderar o campeonato, brigar com Hamilton pelo título, mas também cometeu uma sequência de erros que minaram suas chances de sucesso, as chances de glória para a Ferrari e que colocaram o alemão em uma espiral de problemas e decadência.

O outrora supervalorizado Vettel passou a cair em desgraça na equipe de Maranello. E a ascensão da joia Charles Leclerc foi a pá de cal. Enquanto Seb decaia, Leclerc assumiu o bólido escarlate com a fome de um novato faminto por vitórias e esbanjando talento e futuro para a Ferrari. Não deu outra, os embates em pista entre ambos começaram, e a Ferrari preteriu Vettel: fim da linha para o alemão.

O saldo dessas seis temporadas a frente da Ferrari não foi o dos melhores para Vettel. Em 118 corridas, em 55 oportunidades o alemão subiu no pódio. Apenas em 14 delas ocupou o lugar mais alto dele. Pole-positivos foram 12 e 14 voltas mais rápidas para ele. Dois vices mundiais e em parte de 2020, nenhuma perspectiva para o futuro. Eis que a esperança surgiu: Prazer, Aston Martin.

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Sebastian Vettel no segundo dia de atividades da pré-temporada da F1 no Bahrein (Foto: Aston Martin)

Anunciado para compor dupla com Lance Stroll, Vettel passou por uma renovada de ares e de perspectivas. É muito cedo, baseando-se apenas na fraca pré-temporada da equipe, afirmar quais serão as brigas do alemão e da Aston Martin em 2021. Porém, é possível dizer que essa mudança é um respiro para Seb Um recomeço para uma carreira que prometia muito mais que os últimos anos trouxeram. Porém, é inegável o talento do alemão, afinal.

Se tudo der certo, seguindo o projeto de títulos dos britânicos, não uma total maluquice dizer que Vettel, até, no máximo seus 38 anos, pode ser campeão de novo. Mas até lá, muito asfalto será percorrido, muitas coisas podem acontecer, um regulamento novo chegará. Neste momento, o cenário lembra o ditado de que o verde é a cor da esperança, essa máxima nunca foi tão verdadeira quanto é para Vettel hoje.

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