Guia F1 2018: Verstappen abre ano como ‘terceira via’ em campeonato de tetras. Mas com Ricciardo à espreita

Max Verstappen, sempre apontado como o nome do futuro, quer trazer a grandiosidade prometida para o presente. Caso a Red Bull tenha acertado a mão no RB14, é muito possível. O problema vai ser se Daniel Ricciardo repetir o primeiro semestre de 2017, colocando a dupla em rota de colisão

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Quando se pensa em candidatos ao título da F1 em 2018, dois nomes surgem de imediato. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, donos de sete dos últimos oito canecos, começam uma briga para ver qual tetra vai virar penta. Mas talvez essa seja uma visão simplista demais – mesmo que a dupla surja com favoritismo natural, não dá para esquecer um jovem piloto que pede passagem. Max Verstappen, mesmo que ainda com 20 anos, já começa a se afirmar como alguém que pode fazer estrago na briga pelo Mundial.
 
Essa análise é feita a partir da grande fase que Verstappen viveu no fim de 2017. Quando a Red Bull começou a acertar a mão, Max melhorou drasticamente e trouxe duas grandes vitórias para casa, na Malásia e no México. E 2018 já começa com expectativas positivas, vide os bons resultados dos taurinos tanto em voltas rápidas quanto em simulação de corrida na pré-temporada em Barcelona. Se o RB14 for bom mesmo, quem poderá dizer que Max não pode ameaçar Vettel ou Hamilton?
 
Ainda não vimos de Verstappen a constância necessária para brigar por vitórias – seja por problemas mecânicos ou acidentes, o holandês ainda não encaixou uma grande sequência de resultados. Na carreira inteira na F1, nunca vieram mais do que dois pódios seguidos. Enquanto isso, Hamilton chegou a ter seis seguidos na campanha vitoriosa de 2017.
Verstappen e Ricciardo vão viver um ano mais importante do que os últimos (Foto: Red Bull Content Pool)

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O problema é que, caso o RB14 tenha condições de brigar por vitórias e acumular, Verstappen fica automaticamente com uma pulga atrás da orelha. Seria muito mais fácil ter Valtteri Bottas ou Kimi Räikkönen como companheiro, mas Max divide garagem com Daniel Ricciardo. O australiano, mesmo sem o brilhantismo natural do holandês, é a ameaça perfeita: quando a oportunidade aparece, Ricciardo costuma fazer sua parte e trazer resultados inesperados – vide GP do Azerbaijão de 2017.
 
Para Verstappen, Ricciardo é uma notícia boa e ruim ao mesmo tempo. Boa por colocar pressão e evitar relaxamento do holandês, ruim por ser alguém que pode causar problemas internos. A dupla jura de pés juntos que não há inimizade na relação, mas episódios como o acidente na largada do GP da Hungria de 2017 podem facilmente causar uma crise interna, daquelas que a Red Bull se acostumou a ter nos dias de Vettel e Mark Webber. E aí é game-over: os taurinos não parecem ter gordura suficiente para bancar problemas assim e seguir sonhando com caneco.
Max Verstappen é um elemento a ser considerado na briga pelo título (Foto: AFP)

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Do ponto de vista de Ricciardo, 2018 é um ano de pressão. Aos 28 anos, Daniel já não desfruta da mesma juventude de Verstappen, mas ainda não deu o próximo passo na F1. Apesar dos bons resultados contra companheiros de equipe, são apenas cinco vitórias até aqui e nenhuma chance séria de ser campeão – muito por causa das dificuldades da Red Bull. Caso a possibilidade de lutar por título surja, não dá para deixar escapar.
 
A boa notícia é que Ricciardo não costuma deixar oportunidades escaparem. O maior exemplo é o primeiro semestre de 2017, quando o australiano acumulou cinco pódios seguidos e uma vitória com um carro que era claramente a terceira força. Mirando esse rendimento, trata-se de um piloto tão capaz quanto Verstappen. O problema vai ser se o segundo semestre, repleto de contratempos, voltar a ser realidade.
 
A Red Bull – o carro e os pilotos – é talvez a melhor incógnita de 2018. Pode dar muito certo, pode dar muito errado. Nos dois casos, é garantia de diversão. Seja com Verstappen e Ricciardo brigando por título, seja por ver o circo pegando fogo uma vez mais.

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