Haas bate Williams em 2020 e abre questão: fomos justos com Grosjean e Magnussen?

Haas mostra que experiência pode valer mais que carro e escapa do lugar em 2020, dando um pouco de valor aos criticados Kevin Magnussen e Romain Grosjean

A temporada 2020 da Fórmula 1 trouxe um interessante confronto sobre a pior equipe do grid. De um lado, a Williams, última colocada em 2018 e 2019 mirando o mínimo de evolução com a chegada do dinheiro de Nicholas Latifi e o desempenho do motor Mercedes. Do outro, a Haas, que após boas temporadas, sofre com carros de conceito ruim e o fraco motor Ferrari.

13 etapas depois, a disputa mostra a Haas à frente, mesmo com a pior pontuação já registrada em sua curta história na Fórmula 1. São 3 pontos conquistados de forma heroica, na base de estratégias absurdamente ousadas para salvar o que sobrar. Deu certo com Kevin Magnussen na Hungria, e também com Romain Grosjean no Eifel.

A Williams, por outro lado, segue derrapando bastante. Apesar de melhorar o desempenho de classificação, com direito a George Russell alcançando o Q2 em diversas oportunidades, o ritmo de corrida não compensa. E pior: chances são desperdiçadas. O próprio Russell estava no top-10 no GP da Emília-Romanha quando bateu sozinho no período de safety-car.

George Russell ficou chateado após abandonar em Ímola (Foto: Reprodução/TV)

Latifi, por incrível que pareça, está à frente de George Russell no campeonato, já que ficou em 11º em três oportunidades diferentes, mas em nenhum momento chegou a sonhar em pontuar.

Com a dupla da Haas conquistando pontos e a Williams zerada, é hora de uma importante pergunta: fomos justos com Kevin Magnussen e Romain Grosjean.

É errado afirmar que ambos são ases da velocidade com potencial para títulos mundiais, mas é certo que o trabalho da dupla é bastante ofuscado por erros, que chamam muito mais atenção que outros ao redor. Se Grosjean fosse tão ruim, por exemplo, teria 10 pódios na Fórmula 1?

É certo que os dois são bastante erráticos e irregulares, fatos que escondem o resto de talento existente, e que também comprovam a importância da experiência na hora de montar uma equipe. Russell é um piloto talentoso e de bastante potencial, mas pode não ser exatamente o nome necessário para que a Williams saia do buraco e alce voos maiores.

A presença de Latifi ao lado do jovem inglês também é algo que não ajuda. O canadense é bastante limitado, alcançou a Fórmula 1 por conta do dinheiro e também de um desempenho mentiroso na Fórmula 2, já que tinha muita experiência e melhor entendimento do carro do que outros pilotos.

Na hora da balança, Grosjean e Magnussen serão muito mais lembrados pelas pataquadas dentro da pista, e até com justiça, mas são pilotos que provaram o mínimo de valor em 2020.

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