Haas discorda de ordem para Magnussen ir aos boxes na Hungria: “Foi um erro”

Chamado para ir aos boxes trocar a asa dianteira após contato com Daniel Ricciardo na primeira volta, Kevin Magnussen discordou da decisão da direção de prova e foi apoiado pelo chefe da Haas, Guenther Steiner

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Kevin Magnussen viu sua corrida ir pelos ares no último final de semana, durante a disputa do GP da Hungria, ainda nas primeiras voltas. O dinamarquês se envolveu em um toque com a McLaren de Daniel Ricciardo logo na largada, o que danificou levemente a asa dianteira de seu VF-22. No entanto, foi o suficiente para a direção de prova agitar a bandeira preta e laranja — que indica a obrigação do piloto retornar aos boxes para consertar a peça.

Não foi apenas o piloto que discordou da decisão, mas também o chefe da Haas, Guenther Steiner. O italiano assegurou que a asa dianteira poderia continuar a corrida sem problemas e lamentou que a prova do dinamarquês tenha sofrido um baque do qual não foi possível se recuperar.

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Imagem mostra um leve dano no lado esquerdo da asa dianteira de Magnussen (Foto: Haas)

“Foi uma corrida difícil para nós”, admitiu Steiner. “Kevin [Magnussen] teve um aparente dano na asa dianteira, e em nossa opinião foi um erro a FIA nos chamar [aos boxes]. A asa dianteira estava claramente segura para continuar, então perdemos meia volta e isso significou o fim da nossa corrida”, lamentou.

“A partir daí, foi difícil conseguir fazer os pneus funcionarem uma vez que começaram todas aquelas bandeiras azuis”, finalizou.

Magnussen foi na mesma linha do chefe, indicando que a ativação da bandeira realmente o colocou em uma situação da qual não pôde sair. Chamado aos boxes, o piloto retornou à pista no fundo do grid e precisou lidar constantemente com a passagem dos líderes, o que prejudicou ainda mais uma recuperação. No fim, terminou apenas no 16º lugar.

“Nossa corrida foi seriamente comprometida por termos que parar na bandeira preta e laranja”, confirmou Magnussen. “Eu tive um pequeno contato no começo com uma das McLaren — não consegui evitar —, mas não estava tão ruim. Então, fiquei surpreso em receber a bandeira”, reconheceu o dinamarquês

Com atualizações no carro, Magnussen não conseguiu se recuperar e terminou em 16º (Foto: Haas F1 Team)

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Apesar do resultado ruim, Kevin elogiou o trabalho da Haas — que levou novas atualizações para a Hungria, mas apenas no carro do dinamarquês. Ainda que não tenha sido possível aproveitar as novas peças após a corrida ser comprometida, o piloto garantiu que a equipe conseguiu aprender o suficiente sobre o comportamento do monoposto com as melhorias.

“É bom que estejamos atualizando [o carro] e trabalhando do jeito que fazemos, não parece como uma falha”, disse o piloto ao portal alemão Motorsport-Total. “Parece mais como um alvo. Tiramos o que podíamos desse final de semana em termos de dados e testes, e acho que vimos algumas coisas positivas”, avaliou.

“Precisamos dar um pouco mais de tempo para que seja possível tirar mais performance, mas ao menos trouxemos uma atualização que faz o esperado. Sabemos que o potencial está lá”, apontou. “Ao menos, não parece que demos um passo atrás. Meu carro parece um pouco melhor, e isso é positivo”, encerrou.

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