Haas justifica estreia na F1 em 2016 como forma de evitar fracasso e garante: “Vamos surpreender”

Diferente das últimas equipes que entraram para o concorrido grid da F1, a norte-americana Haas, que fará sua estreia na categoria em 2016, prefere ter mais tempo para trabalhar e entender toda a complexidade do carro. Tudo para surpreender a partir do ano que vem

Enquanto a temporada 2015 do Mundial de F1 se aproxima do fim, a mais nova equipe do grid vê sua estreia cada vez mais perto. A norte-americana Haas fará sua estreia em 2016 e chegará com um histórico vencedor graças à sua presença na Nascar, mas sabe que na F1 ‘o buraco é mais embaixo’. O time chegou a ser inscrito para estrear ainda neste ano, mas adiou seu debute para o próximo campeonato para ter mais tempo de formar sua equipe e adquirir a experiência necessária para entender a complexidade dos carros da categoria.

No fim das contas, o exemplo — ou o antiexemplo — das últimas equipes que entraram para o concorrido grid da F1 [Manor, como Virgin e, depois, Marussia, Caterham e HRT] em 2010, mas não tiveram muito tempo para trabalhar na formação dos respectivos times e adquirir conhecimento faz com que a Haas siga o caminho inverso. Tudo para surpreender a F1 a partir de 2016.

Em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’, Gene Haas justificou porque não estreou em 2015, adiando o começo dos trabalhos para o ano que vem.

Gene Haas confirma que equipe na F1 alinha em 2016 (Foto: Getty Images)

“Tudo leva muito tempo. Muitas pessoas acham que você pode juntar uma equipe em alguns meses e ir até à loja e comprar todas as suas peças, mas isso não é possível. Tudo precisa ser comprado, tem de ser planejado, e tudo isso surpreendentemente leva muito tempo”, salientou. “Tudo tem proporcionado mais tempo que o esperado. Mas agora nós tivemos tempo suficiente para fazê-lo bem e, provavelmente, estaremos em melhor forma do que as outras equipes novatas”, complementou.

“Acho que foi isso que prejudicou muitas das outras equipes. Esta licença fica disponível em julho, e eles foram testar seis meses depois. Isso é impossível, você não pode fazer isso ao mesmo que você já tenha uma equipe disponível com a qual você possa trabalhar. Nós estamos começando do zero, mas nós temos uma boa relação técnica com a Ferrari. Estamos aprendendo coisas, algumas quase ao ritmo de uma lesma, mas isso nos dá tempo para juntar tudo da forma como nós queremos fazer. Quando formos testar na Espanha, vamos surpreender as pessoas. Estaremos prontos”, garantiu o norte-americano.

Ainda que a nova equipe da F1 tenha uma estreita relação com a Ferrari, e isso proporcione à Haas um melhor conhecimento da categoria e da concepção dos carros em si, o dirigente deixou claro que não há espaço para comodismo e que há muito a aprender.

“Não acho que as pessoas entendem realmente as complexidades destes carros. Não acho que seja alguma questão de motor, tem também a questão do equilíbrio entre arrasto e o downforce. Acho que o carro da Mercedes é muito mais eficiente e junta tudo isso. Se o motor Ferrari tiver mais cavalos, não acho que eles serão tão mais rápidos. O principal ponto é que estamos começando com certa quantidade de conhecimento. Sabemos que a suspensão não será frágil a ponto de quebrar, sabemos que a transmissão será durável. Este foi o maior problema com as equipes novatas, os problemas de confiabilidade”, complementou Haas.

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