Haas reconhece dificuldade de trazer piloto americano à F1: “Precisa ter sucesso”

Chefe da Haas, Guenther Steiner deu dois motivos diferentes que dificultam participação de pilotos americanos na Fórmula 1 e criticou necessidade de deixar o país para se dedicar à categoria

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Enquanto a F1 aumenta sua participação nos Estados Unidos com a estreia do GP de Miami e três corridas programadas para o território americano em 2023 — além de Miami, Austin e Las Vegas —, o grid segue sem um piloto do país. Como única equipe estadunidense da categoria, naturalmente os holofotes sobre o assunto se voltam à Haas, que indicou a dificuldade de alcançar o objetivo por meio de seu chefe, Guenther Steiner.

“Acho que um piloto americano na F1 seria fantástico, obviamente para nós também seria o máximo”, disse Steiner ao portal Crash.net. “Mas existem duas dificuldades. Primeiro, se como equipe você não dá ao piloto americano o que ele espera, não seria bom para nós. Então por que fazer?”, admitiu.

Steiner reconheceu que o fracasso de um piloto americano no grid da Fórmula 1 poderia ter consequências catastróficas para o país, algo que os compatriotas tentam evitar. Além disso, o chefe da Haas crê que a dificuldade de entrar na F1 — que indiscutivelmente se concentra na Europa — pode ter afastado muita gente.

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Hoje na Indy, Alexander Rossi foi último americano a participar da F1, pela modesta Marussia em 2015 (Foto: Indycar)

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“E segundo, se o piloto não for bom o suficiente, não é bom para o mercado americano também”, reconheceu. “Precisa ser ao menos uma história de sucesso. Acho que houve um tempo em que os pilotos americanos deixaram de se esforçar para entrarem na F1, porque é muito difícil”, explicou.

Por fim, Steiner repetiu o argumento de que a necessidade de deixar o país pode fechar portas para muitos pilotos, mas prefere manter a esperança de que um dia o cenário vai mudar. Apesar da variedade de opções nos Estados Unidos, Guenther espera que um piloto americano brilhe na F1 do futuro — ainda que não seja na Haas.

“Os Estados Unidos são um lugar fantástico para se viver e para se dedicar à F1 você precisa se mudar para a Europa em algum momento quando é jovem”, salientou. “Quando você é um bom piloto lá, aparecem muitas oportunidades nos EUA que são interessantes. Acho que com o interesse aumentado na Fórmula 1, espero que isso aumente de novo. Vai levar tempo, mas espero que alguém apareça um dia e seja uma estrela”, finalizou.

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