Haas se irrita com economia de combustível após desclassificação de Magnussen: “Impede de atacar”

Kevin Magnussen tentou, mas não economizou tanto combustível quanto precisava e terminou desclassificado do GP dos Estados Unidos após cruzar a linha de chegada em nono. A punição causou ira no piloto e no chefe Guenther Steiner

Kevin Magnussen terminou o GP dos Estados Unidos desse fim de semana em nono, mas de nada adiantou. O dinamarquês gastou mais combustível do que o permitido por regulamento e foi desclassificado. Foi mais do que suficiente para a equipe Haas, tanto o piloto quanto o chefe Guenther Steiner, se rebelar contra a necessidade de economizar combustível, imposta pelo regulamento técnico da Fórmula 1.
 
“Eu passei o Pérez logo depois do pit-stop e estava mais rápido que o Ocon, mas precisei poupar tanto combustível que não pude atacar”, recordou Magnussen. “É uma pena que a gente tenha a economia de combustível na F1 nos impedindo de atacar. No fim das contas, o que os fãs querem são boas corridas. Não podemos fazer isso enquanto poupamos combustível, é desapontador”, continuou.
Kevin Magnussen cruzou a linha de chegada em nono, mas foi em vão (Foto: Haas)

Steiner fez uma crítica mais ampla. O dirigente acredita que o limite de combustível, que virou um fator mais importante após a introdução do regulamento híbrido de 2014, é só mais um dos fatores que impede a F1 de apresentar um bom espetáculo ao público.

 
“No fim das contas, é nossa responsabilidade controlar as quantidades de combustível, mas eu sigo discordando que a F1 deva ter isso nas regras. Espero que ano que vem, com 110 kg [de combustível], isso mude. Mas aí a gente muda outra regra e coloca uma grande asa na frente, então talvez siga o mesmo. Um dia teremos um grande espetáculo, mas atualmente não é”, lamentou Steiner.
 
A desclassificação de Magnussen significa que a Haas não pontuou em sua corrida caseira, nos Estados Unidos. Romain Grosjean abandonou ainda na primeira volta após bater em Charles Leclerc. O resultado ficou ainda pior por conta da performance da Renault, rival no Mundial de Construtores, que terminou em sexto e sétimo.

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