Haas toma decisão segura ao manter Magnussen e Grosjean e perde chance de ‘sair da caixa’

A Haas bateu o martelo e optou mesmo em manter a atual dupla para 2019. A decisão não deixa de surpreender e mostra que a equipe ainda não está preparada para arriscar e alçar voos mais altos, apesar de viver sua melhor campanha desde que estreou na F1 em 2016

A Haas optou pela segurança ao decidir manter Romain Grosjean e Kevin Magnussen por mais uma temporada na F1. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (28) e também fechou mais dois lugares do grid – agora restam apenas seis vagas: Toro Rosso, Force India e Williams. E dado o cenário devido à mudança de dono da ex-esquadra indiana, é bem possível que somente o time norte-americano e a Mercedes entrem no próximo ano com os mesmos nomes nos cockpits. No caso da montadora alemã, a escolha é compreensível e remete ao futebol: em time que está ganhando não se mexe. Porém, com relação à Haas, o caminho adotado para o quarto ano de vida na F1 revela o receio de arriscar e de se permitir sair da caixa. 
 
É certo que a equipe vive sua melhor temporada desde que estreou na F1 em 2016. O time vem travando uma batalha feroz com a Renault pelo quarto lugar do Mundial de Construtores. O carro é eficiente e a parceria técnica com a Ferrari foi altamente acertada, o que deixa a certeza de que a equipe vai seguir evoluindo também no próximo ano, daí a surpresa pela permanência da dupla.
Romain Grosjean e Kevin Magnussen serão os pilotos da Haas em 2017 (Foto: Haas)
Grosjean vive um 2018 irregular. Apesar de sua grande experiência na F1, o francês cometeu erros e se envolveu em seguidas confusões durante a primeira parte da temporada. É verdade que se recuperou pouco antes do começo da segunda metade de ano, passou a somar pontos e superou o companheiro de equipe nas últimas sete provas. Só que Romain ainda demonstra um frágil controle emocional e toma atitudes como as vistas em Singapura, quando ignorou os avisos de bandeiras azuis – o incidente lhe rendeu punição e pontos na carteira.

Já Magnussen está em sua melhor temporada na F1 e conhece, pela primeira vez, a experiência de ficar mais de um ano na mesma equipe – o dinamarquês defendeu McLaren e Renault por apenas um ano. Ainda que seja em um ano mais consistente, Kevin também se vê em apuros e incidentes regularmente. 
 

Assim que a manutenção da dupla se converte em um passo seguro e pouco agressivo – apesar da agressividade ser uma das marcas de seus dois pilotos –, sugerindo que a Haas tende a buscar uma evolução maior antes de se arriscar a ter um nome mais forte do grid para liderá-la. Há um risco nisso também, uma vez que se entenda que Grosjean e Magnussen tenham atingido o limite. Às vezes, a continuidade não é a resposta, e a equipe americana já se fez entender, mas ainda necessita de um passo à frente. 
 
A questão é que talvez a Haas não tenha de esperar muito mais para crescer. O caminho traçado na F1 até o momento tem sido acertado do ponto de vista técnico, mas, de fato, precisa ser melhor aproveitado por aqueles que são os responsáveis por somar pontos. Muitas vez, certa ousadia é recompensada. E não é por falta de opções no mercado. 

Grid da F1 ainda tem seis vagas indefinidas:

L HAMILTON Mercedes
V BOTTAS Mercedes
S VETTEL Ferrari
C LECLERC Ferrari
M VERSTAPPEN Red Bull Tag Heuer
P GASLY Red Bull Tag Heuer
D RICCIARDO Renault
N HÜLKENBERG Renault
K MAGNUSSEN Haas Ferrari
R GROSJEAN Haas Ferrari
C SAINZ JR McLaren Renault
L NORRIS McLaren Renault
K RÄIKKÖNEN Sauber Ferrari
A GIOVINAZZI Sauber Ferrari
  Toro Rosso Honda
  Toro Rosso Honda
  Williams Mercedes
  Williams Mercedes
  Force India Mercedes
  Force India Mercedes

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