Haas vê F1 no limite e fala em adaptar finanças no caso de novo aumento do calendário

Guenther Steiner afirmou que, com o modelo de negócios atual da Fórmula 1, 24 provas é o número limite de eventos no ano

Com um calendário de 24 etapas no próximo ano, a Fórmula 1 precisaria fazer mudanças significativas para aumentar ainda mais o número de corridas durante uma temporada. Essa é a conclusão de Guenther Steiner, chefe de equipe da Haas, que só vê duas soluções: dobrar o número de pessoas que compõem os times do grid, além de uma readequação financeira para sustentar as novas demandas.

O número de provas em 2024 atingiu o limite estabelecido pelo Acordo da Concórdia entre as equipes, a F1 e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que vai até 2026. O dirigente acredita que esse teto deva permanecer, pois as equipes também teriam de contratar mais pessoal para aumentar a rotação dentro das funções. Isso aumentaria seus custos em um momento em que os gastos são limitados pelo teto orçamentário.

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“Ter 24 corridas, com o modelo de negócios que temos agora, acredito que é o limite”, afirmou Steiner. “Se tivermos mais corridas, precisamos ter uma grande adequação financeira para que possamos contar com duas equipes internas em cada time. Caso contrário, acho que será muito difícil atrair pessoas para trabalhar na F1.”

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Haas vê fator financeiro como determinante para não se aumentar número de provas (Foto: Haas F1 Team)

“Isso exige um esforço. Vejo do meu lado: chego às quartas-feiras, mas parte da equipe, como o pessoal que cuida da montagem, fica fora de casa por meses seguidos. Isso é um longo período e, para eles, é mais difícil do que para mim. Também não acho fácil ficar longe de casa por 24 fins de semana em um ano”, completou.

As demandas do calendário podem ser compartilhadas entre a equipe em algumas funções, disse Steiner, mas nem todas as posições podem ser substituídas com facilidade. “Algumas pessoas gostam de revezar. Tentamos fazer isso, como o departamento de TI, eles têm mais chance de não precisarem ir a todas as etapas. Mas com os mecânicos e engenheiros, é difícil. Muitos deles gostam de estar em todas as corridas, pois querem estar com a equipe, com o carro”, explicou.

Além disso, Steiner não está convencido de que a Fórmula 1 precisa expandir ainda mais seu calendário. O italiano de 58 anos afirmou que realizar muitas corridas poderia afastar as pessoas do esporte, e as inovações adicionadas ao calendário nos últimos anos trouxeram a tão necessária variedade.

Steiner ainda afirmou que revezamento na equipe não é possível em todas as posições (Foto: Haas)

“Há também um fator de saturação”, disse. “Com o número de corridas no momento, se fossem todas iguais, acredito que seriam muitas. Mas, por serem diferentes entre si, as pessoas sempre aguardam algo novo.”

“Você tem seis fins de semana de corrida sprint, então as pessoas dizem ‘vamos lá, tem algo diferente’, e ainda temos corridas noturnas. Agora teremos no próximo ano [três] corridas aos sábados. Então é uma mistura. Sempre há algo especial para aguardar. Mas você consegue imaginar 24 corridas, como nos velhos tempos, quando todas eram iguais? Começa às 15h, termina às 17h, você diria após 20 corridas que já chega. Mas agora sempre há algo novo, uma coisa diferente, que torna tudo mais interessante. Mas, acredito que alcançamos o limite com o modelo de negócios que temos no momento”, finalizou Steiner.

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