F1

Haddad se reúne com Doria para discutir Interlagos. Ministro promete “soluções” do governo federal para manter GP do Brasil

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, vai se encontrar na próxima quarta-feira com o prefeito eleito, João Dória, para saber se promove a parte final da reforma em Interlagos ou - baseado na ideia de Dória de privatizar o autódromo - capitula. O ministro do esporte, Leonardo Picciani, promete soluções do governo federal

Warm Up, de Interlagos / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro / VICTOR MARTINS, de São Paulo / VINÍCIUS PIVA, de São Paulo
 

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tem trabalhado a transição para o prefeito eleito da cidade, João Doria, que assume o cargo em janeiro. E a próxima conversa entre os dois terá como pauta o futuro do autódromo de Interlagos. Com Doria propondo a privatização do autódromo e afirmando que a corrida não terá mais investimento público, Haddad quer saber se a prefeitura providencia a parte final da reforma ou se para onde está após a prova deste domingo (13).
 
Haddad confirmou a conversa dos dois para a próxima quarta-feira, 16 de novembro, destacou que a reforma prevista pelo Programa de Aceleração do Crescimento tinha duas etapas, mas, por conta dos compromissos da F1, seria terminada em três. A última, com aumento dos boxes e cobertura do paddock, ficaria pronta para 2017. Mas agora só vai adiante dependendo do que o atual prefeito ouvir do seu sucessor. 
 
“Você pode conversar com os organizadores: o que me comprometi a fazer, eu fiz. Um detalhe é que a obra estava prevista em duas etapas com recursos do PAC Turismo seria feita em três, porque o calendário entre um GP do Brasil e outro é muito curto para uma reforma deste porte", disse. 
 
"Fizemos as duas etapas, e estava prevista a cobertura do paddock, elevada, em estrutura de aço, e o aumento do pé direito dos boxes, que é muito baixo. Faríamos depois do GP para dar tempo de fazer até 2017. É o que vamos falar com o Doria na quarta. Dependendo do que ele pretende para Interlagos, talvez não valha a pena concluir. Ou, dependendo de como ele entender, conclui antes de tomar qualquer decisão antes do que fazer com este equipamento”, seguiu.
Fernando Haddad (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Mas Haddad deixou claro ser contrário à medida que Doria defende e acredita que o GP do Brasil de F1 vale muito para a cidade de São Paulo para ser entregue à iniciativa privada. 
 
“A F1 gera, em negócios na cidade, mais de R$ 200 milhões. Tudo gira em torno de hospitalidade. Hoje temos três grandes eventos turísticos em São Paulo - fora o turismo de negócios que é o forte da cidade: o carnaval de rua, a parada LGBT e o GP de F1", seguiu. 
 
"É bom lembrar que este custo não é da cidade, não tem nada a ver. Os custos da cidade têm a ver com investimentos necessários para transformar o autódromo em parque multiuso. Investi mais de R$ 100 milhões aqui para transformar até 2020 um parque multiuso", encerrou.

O ministro do esporte, Leonardo Picciani, fez questão de destacar o quanto o governo federal pretende manter a corrida brasileira. Tanto que Bernie Ecclestone se encontrou com o presidente Michel Temer na última quinta-feira - que, oficialmente, nada teve a ver com o GP. Picciani prometeu soluções para confirmar a equipe.
 
"O Brasil tem todo o interesse na permanência do GP e, junto com a prefeitura de São Paulo, o Governo Federal vai encontrar soluções para manter um dos mais tradicionais GPs da F1", falou.

GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o GP do Brasil de F1 com Flavio Gomes, Evelyn Guimarães, Fernando Silva e Rodrigo Berton. A largada da 20ª e penúltima etapa da temporada 2016 acontece às 14h (horário brasileiro de verão) de domingo. Acompanhe o noticiário aqui.