Hamilton apoia protestos contra governo Bolsonaro: “Meu coração está com vocês”

De novo, Lewis Hamilton se manifesta sobre o que acontece no Brasil. O inglês usou suas redes sociais para chamar a atenção aos protestos que aconteceram em ruas de todo o país contra o presidente Jair Bolsonaro. E demostrou apoio

Verstappen assume liderança da F1 após vitória: assista aos melhores momentos do GP de Mônaco (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Uma vez mais, Lewis Hamilton usou seu enorme alcance e voz para chamar a atenção para o que acontece fora das pistas da Fórmula 1. Não é segredo algum o engajamento e a consciência social do inglês, que passou a externar cada vez mais sua posição em defesa dos direitos humanos no mundo. É muito comum acompanhar o movimento antirracista feito pelo heptacampeão dentro do Mundial, além de suas ações concretas neste sentido. E nesta segunda-feira (31), o homem que mais venceu na F1 voltou suas preocupações para o Brasil.

Por meio de suas redes sociais, Hamilton postou imagens dos protestos que tomaram o país no fim de semana, afirmando: “Meu coração está com vocês”. O sábado (29) testemunhou uma das maiores manifestações contra o governo que faz Jair Bolsonaro no Brasil. Todas as capitais do país registram protestos que pediam, principalmente, a saída do presidente do poder, dado os números elevados de mortes pela Covid-19, o descaso com relação à vacinação e as vacinas, e tudo que envolve o controle da pandemia, incluindo o valor e a extensão por mais tempo do auxílio emergencial.

O movimento que tomou as ruas foi organizado por partidos de oposição ao governo, mas também por organizações sociais, sindicatos e entidades estudantis. De acordo com a imprensa internacional, pelo menos 180 cidades do país e do exterior foram mobilizadas.

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Lewis Hamilton manifestou apoio aos protestos no Brasil: “Meu coração está com vocês” (Foto: Reprodução/Instagram)

Em algumas cidades, os manifestantes foram contidos pela polícia e, em Recife, no Pernambuco, o protesto foi reprimido pela Polícia Militar com uso de balas de borracha e gás lacrimogênio. Ao menos duas pessoas perderam a visão pelas ações dos policiais e uma vereadora sofreu uma agressão enquanto pedia o fim da violência à PM. Liana Cirne (PT) foi agredida com spray de pimenta. O governador do estado, Paulo Câmara (PSB), pediu o afastamento do comandante da ação.

Palco de inúmeras manifestações, a Avenida Paulista, em São Paulo, maior cidade do país, foi tomada por uma multidão que exigia o impeachment de Bolsonaro. As imagens foram usadas pelo multicampeão para demonstrar apoio aos brasileiros que pedem pela saída do presidente. O Rio de Janeiro também testemunhou protestos em pontos emblemáticos como na Praça Mauá, Avenida Presidente Vargas e Candelária.

Protestos na Avenida Paulista contra o governo Bolsonaro marcaram o sábado pelo Brasil (Foto: Reprodução/Twitter)

Hamilton e o engajamento social

Em maio do ano passado, enquanto a Fórmula 1 seguia parada por conta da pandemia do novo coronavírus e os protestos pelo assassinato de George Floyd eclodiam pelo mundo, Hamilton foi para a rua protestar, em Londres, mas mais que isso: cobrou publicamente o mundo da Fórmula 1 e suas estrelas pela falta de um posicionamento oficial que fosse qualquer um, na direção do antirracismo.

Hamilton voltaria à rede social para ilustrar casos de violência policial nos Estados Unidos com a frase “vocês são uma desgraça”. Foram apenas os primeiros movimentos de Hamilton, que puxou os movimentos contra o racismo na Fórmula 1 nos meses seguintes, ajoelhando antes de cada corrida – junto da maior parte do grid -, sempre com camisas e máscaras com o movimento ‘Vidas Pretas Importam’ estampado. No GP da Toscana, Hamilton foi ao pódio com uma camisa que dizia “prenda os policiais que mataram Breonna Taylor”, em outro caso de assassinato por violência policial em 2020.

Hamilton usa máscara de apoio ao movimento ‘Vidas negras importam’ (Foto: AFP)

Além de forçar a conversa na Fórmula 1, a criação da Comissão Hamilton, que trabalhará na base, para facilitar acesso de jovens vindos de minorias sociais para estudos relacionados à ciência aplicada na F1 e, claro, o ingresso no esporte.

Sempre ativo nas redes sociais e constantemente marcando posição em temas-chave como meio ambiente, o piloto assumiu uma luta pública contra o racismo e a repressão policial. Hamilton não foi só voz ativa nas redes sociais: o heptacampeão foi para as ruas em Londres protestar e levou o debate para dentro da própria equipe: “Não é suficiente ser racista. Você tem de ser antirracista”.

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