Hamilton avalia que falta engajamento com ligas e empresas norte-americanas para F1 se popularizar nos EUA

Para o bicampeão Lewis Hamilton, a F1 poderia tentar se engajar com ligas e empresas americanas para tentar se popularizar nos Estados Unidos

Lewis Hamilton falou sobre a falta de interesse dos norte-americanos pela F1. Nesta quinta-feira (22), o inglês sugeriu que a F1 se engajasse com ligas e empresas dos EUA para se popularizar. 
 
Hamilton reconheceu que a F1 está longe de chamar a atenção dos americanos como outros esportes.
 
“É difícil para os americanos se envolverem com a F1. Eles são loucos pela NFL, pela NBA, esportes que eles podem comprar os equipamentos, jogar nas ruas. Não existe isso na F1”, disse.
 
Para o britânico, uma saída interessante seria atrelar a imagem da categoria a importantes marcas do esporte norte-americano, como a NFL.
 
“Talvez a F1 pudesse tentar se engajar mais com a NFL ou as outras grandes marcas de esportes americanos. Esta seria uma forma de atrair bastante atenção para a categoria”, falou.
 
Hamilton também falou sobre o acesso difícil ao esporte e lembrou que contou desde cedo com o apoio do pai, mas que nem todos têm tamanha sorte.
 
“Eu tive muita sorte. Meu pai comprou um kart para mim e ficamos treinando nos parques. Mas a acessibilidade para crianças nesse esporte é muito pequena”, afirmou.
Lewis Hamilton deu sugestões para a F1 se popularizar nos EUA (Foto: AP)
O bicampeão fechou se empolgando ao contar que correu de kart com crianças e que, nesse grupo, encontrou um garoto negro.
 
“Ontem eu fui correr de kart com algumas crianças. Tinham dois negros, um deles me ultrapassou. Foi demais, era como se eu tivesse me vendo, não acontece sempre”, declarou.
 
Daniel Ricciardo, por sua vez, não conseguiu achar justificativas para o baixo interesse americano pela F1.
 
“Este esporte é bem empolgante na maior parte do tempo. Honestamente, acho que esse circuito é um dos melhores do calendário, há muitos lugares para se ultrapassar, as curvas são largas, e isso dá espaço para muitas brigas. E nós tentamos ser legais, engraçados, e trazer gente para o esporte”, disse.
 
Piloto da casa, Alexander Rossi apontou uma prova empolgante e fácil acesso ao público como chaves para o sucesso da F1 nos EUA.
 
“Como um americano, devo dizer que é claro que a corrida precisa ser empolgante, mas também é preciso se ter acesso. Sempre há algo a ser feito para expandir neste sentido, e estamos tentando fazer o máximo possível na América”, falou. 

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