Hamilton crê em largadas “imprevisíveis” com mudança nas regras e fim de ajuda externa a partir do GP da Bélgica

Depois de duas largadas muito ruins, Lewis Hamilton não sabe como será a partir do GP da Bélgica, quando começam a valer as novas regras para o procedimento, no qual os pilotos não poderão mais contar com nenhum tipo de ajuda externa

Em alerta depois de uma largada considerada “inaceitável” no GP da Hungria, a Mercedes já começa a pensar em como será a segunda parte da temporada 2015 do Mundial de F1. Não apenas na Hungria, mas também em Silverstone o time prateado sofreu no procedimento de largada. Mas diferente de Silverstone, onde foi possível recuperar terreno e assegurar mais uma dobradinha com Lewis Hamilton e Nico Rosberg, o desfecho em Hungaroring não foi nada favorável, com a equipe fora do pódio pela primeira vez em 2015.

E tudo pode ser ainda mais complicado para a Mercedes. Isso porque, a partir do GP da Bélgica, começam a valer os novos procedimentos de largada adotados pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) após proposta do Grupo de Estratégia. Assim, os pilotos não poderão mais fazer uso de qualquer ajuda externa.

À época, Hamilton se mostrou bastante favorável à medida por dizer que as largadas serão mais “humanas”. Mas diante dos seguidos problemas da Mercedes no procedimento, Lewis não sabe o que esperar para o segundo semestre da F1.

Momento em que as Ferrari pularam para a liderança da corrida em Hungaroring (Foto: AP)

“O que vai acontecer depois desta corrida será muito interessante. Espero por mais largadas imprevisíveis. Imagino que isso possa piorar, mas isso é corrida”, declarou o bicampeão do mundo em entrevista coletiva à imprensa britânica depois do GP da Hungria, no último domingo, após ter finalizado a corrida em sexto.

Por outro lado, Lewis deu uma leve alfinetada na FIA e disse acreditar que a regra deverá passar por alguns ajustes. “Acho que eles subestimam o quanto eles podem influenciar as corridas. As largadas ou podem não mudar ou então podem ser desastrosas. Meu palpite é que isso não foi a coisa certa e que isso vai ser ajustado.”

“Eles precisam fazer as mudanças em cima disso. É uma boa ideia, no entanto”, aprovou Hamilton.

Já Nico Rosberg aprovou a mudança adotada pela FIA. “É bom porque isso coloca a largada totalmente em nossas mãos, 100% nas mãos do piloto. Não há engenheiro ou outro alguém envolvido. Se for uma boa largada, é pelo piloto. Se for uma má largada, é pelo piloto, o que é bom, porque insere mais uma variável.”

“A largada é uma fase importante. Como vimos recentemente, isso pode misturar um pouco as coisas”, reconheceu o alemão, oitavo lugar em Hungaroring.

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