F1

Hamilton exalta iniciativa de apresentação dos pilotos nos EUA: “O melhor início de GP que já vi na F1”

Piloto mais midiático da F1 na atualidade, Lewis Hamilton afirmou que a categoria precisava de iniciativas como a do último domingo, em Austin. O britânico não conteve a empolgação e disse que “os americanos são muito melhores que os europeus com os espetáculos”. Christian Horner e Sebastian Vettel, contudo, entendem que tal formato não funcionaria bem no Velho Mundo
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Michael Buffer (Foto: Honda)


Um dos pontos altos do fim de semana do GP dos Estados Unidos foi a apresentação dos pilotos em Austin. De forma completamente diferente do que a F1 já havia visto antes e com um padrão americanizado, o lendário narrador Michael Buffer apresentou um a um os competidores em ação minutos antes da largada do GP das Américas. Lewis Hamilton, piloto mais midiático da F1 na atualidade, adorou a novidade: “Foi o melhor início de GP que já vi”, comentou.
 
Em entrevista veiculada pela agência de notícias Reuters, Hamilton exaltou a iniciativa tomada pelo Liberty Media como forma a tornar a F1 mais popular nos Estados Undos, berço da empresa que assumiu de vez o comando do esporte neste ano, sacramentando o fim da era Bernie Ecclestone.
Lewis Hamilton (à direita) exaltou o clima com a apresentação dos pilotos em Austin (Foto: Reprodução)
“Acho que é incrível. Os americanos são muito melhores que os europeus com os espetáculos. Veja o Superbowl, a NFL, a NBA... são mais divertidos que outros eventos esportivos na Europa. São mais espetaculares e há mais clima, fico feliz que a F1 aproveite isso”, destacou o britânico, que venceu em Austin e comemorou no pódio com o amigo e ícone do esporte Usain Bolt.
 
“Se pudermos acrescentar isso à cultura da F1, acho que vai ser mais empolgante, o atrativo está aí. É isso o que estava faltando nas corridas há muito tempo”, acrescentou o ‘quase’ tetracampeão mundial de F1.
 
Christian Horner, por sua vez, entende que é salutar a iniciativa do Liberty Media para atrair um novo público e um mercado fundamental para a F1. No entanto, o chefe da Red Bull não acredita que o formato da apresentação em Austin encaixaria bem na Europa. A F1 tem sua origem e essência na Europa, ainda que tenha se expandido para a Ásia nos últimos anos.
 

“Se isso envolve o público americano, então por que não? Não tira o valor da corrida, e parece que isso empolgou o público antes da prova. Não acho que tenha sido do gosto de todos, não vejo como isso daria certo em Silverstone, por exemplo, mas foi uma introdução interessante para esse GP”, comentou.
 
Sebastian Vettel também foi mais ou menos na linha do que disse Hamilton a respeito do potencial do norte-americano para promover eventos do tipo, diferente, por exemplo, do que o tetracampeão tem de opinião sobre seu país-natal. “Acho que os americanos gostam muito mais desse tipo de clima e entretenimento. Acho que os alemães são um pouco mais lentos neste aspecto”, opinou.
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