F1

Hamilton explica motivo para tirar camisa na festa do pódio em Abu Dhabi: divulgar poema inspirador

O poema ‘Still I Rise’ (Ainda Assim Me Levanto, em tradução livre), de Maya Angelou, é uma das grandes inspirações de Lewis Hamilton, que leva a frase no seu capacete e nas costas. Na festa da vitória em Abu Dhabi, o pentacampeão tirou a camisa. E disse que foi para divulgar os versos que tanto o inspiram
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)

Lewis Hamilton encerrou a temporada que o coroou como pentacampeão mundial de F1 da melhor forma no último domingo (25): no topo do pódio. A vitória no GP de Abu Dhabi, a 11ª do campeonato e a 73ª da carreira, também lhe valeu a conquista de mais um recorde: a de ser o primeiro piloto a ultrapassar a marca de 400 pontos num único ano. Inspirado pelo clima de festa que marcou a comemoração em Yas Marina, Hamilton até tirou a camisa, sendo banhado de champanhe por Sebastian Vettel e Max Verstappen.
 
Em entrevista à emissora britânica Sky Sports, Lewis revelou o motivo da comemoração inusitada na F1. 
 
“Tirei a camisa porque queria mostrar às pessoas o ‘Still I Rise’. Encorajaria as pessoas a procurar se não soubessem disso. É um poema para qualquer um que tropeça e cai. Veja Billy Monger. Ele passou por um momento difícil e está voltando mais forte. Tentei ser um porta-voz tão grande quanto posso por esse poema”, comentou.
Sem camisa, Hamilton festejou de forma diferente a vitória em Abu Dhabi (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
‘Still I Rise’ (Ainda Assim Me Levanto, em tradução livre), é um poema escrito por Maya Angelou, pseudônimo de Marguerite Ann Johnson, poetisa, ativista e reconhecida como referência da literatura, luta pelos direitos civis e de gênero. Hamilton leva o título do poema inspirador no seu capacete há anos e também com uma tatuagem nas costas.
 
Você pode me riscar da História
Com mentiras lançadas ao ar.
Pode me jogar contra o chão de terra,
Mas ainda assim, como a poeira, vou me levantar.
 
Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de meus antepassados
Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.
 
(trechos do poema Still I Rise)
 
Filosoficamente, Hamilton entende que 2018 foi um ano em que conseguiu evoluir ainda mais e não apenas como piloto. “Entendi melhor a mim mesmo”, analisou.
 
“Não pensei ainda muito sobre o ano que vem. Queria terminar a temporada sendo forte e, em um nível pessoal, consegui fazer isso. E a equipe fez um trabalho excepcional. Queria terminar do jeito que pretendo começar o ano que vem. Foi um fim de semana forte, no qual fiquei muito feliz com isso. Eu entendi melhor a mim mesmo. Quando você comete erros, você aprende com eles”, complementou.
 
“Consegui ser o ‘melhor eu’ o ano todo. Nunca vou parar de tentar fazer isso. Amei cada minuto da pilotagem hoje. Ainda que os pneus não estivessem tão bons, gostei muito de ter guiado o carro”, finalizou o pentacampeão mundial, que mostrou estar no auge da carreira e da vida.